Nova variedade da gripe aviária resiste a drogas sem perder capacidade de se espalhar

Cientistas descobriram que uma mutação em uma nova variedade de gripe aviária que infectou pessoas na China pode conferir-lhe resistência a um tratamento fundamental com drogas de primeira linha, sem limitar sua capacidade de se espalhar entre mamíferos.

Reuters

10 Dezembro 2013 | 19h20

A descoberta significa que, ao contrário das variedades de gripes sazonais, que costumam se tornar menos transmissíveis quando desenvolvem resistência a drogas como o Tamiflu, da Roche, a nova cepa H7N9 da gripe aviária não perde em nada seu potencial de disseminação com o uso de drogas.

Embora isso não faça com que a H7N9 seja de modo algum mais propensa a se transformar em uma pandemia humana, pesquisadores disseram que significa que os médicos deverão ser prudentes no uso de medicamentos antivirais para tratar casos de H7N9, e considerar usar outras drogas em vez do Tamiflu, como a Relenza, da GlaxoSmithKline, quando possível.

A gripe aviária H7N9 surgiu no começo deste ano na China e infectou pelo menos 139 pessoas até agora na China, Taiwan e Hong Kong, matando 45 delas.

(Reportagem de Kate Kelland)

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