Nova Zelândia diz que não se livrou da gripe suína

País ainda luta contra o vírus H1N1, apesar de a OMS ter decretado o fim da pandemia na última terça

Efe

11 de agosto de 2010 | 14h47

SYDNEY - O governo da Nova Zelândia admitiu nesta quarta-feira, 11, que ainda luta contra a gripe A (H1N1), apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado na última terça que a pandemia chegou ao fim.

"Embora alguns países tenham visto o desaparecimento do vírus, isso não aconteceu conosco", disse em comunicado a ministra da Saúde neozelandesa, Darren Hunt.

Este ano, pelo menos quatro pessoas morreram pela gripe suína na Nova Zelândia, segundo dados oficiais. Darren explicou que há "focos significativos" da doença em várias regiões do país, o que faz com que muitas pessoas percam aulas e dias de trabalho. Só em 2010, cerca de 300 pessoas foram internadas.

"A gripe A é o tipo mais habitual neste inverno, e há mais pessoas hospitalizadas que em 2009 em áreas que há um ano se salvaram do vírus", acrescentou a ministra.

As declarações do ministério são uma resposta ao anúncio da OMS, cuja diretora, Margaret Chan, declarou o fim da pandemia e do estado de alerta máximo pela nova gripe, fazendo um balanço positivo de sua gestão apesar de críticas recebidas.

Além disso, a Agência das Nações Unidas acredita que é impossível que ocorra outra epidemia em escala mundial, inclusive se houver focos severos em vários países.

O vírus da gripe suína causou a morte de cerca de 19 mil pessoas no mundo e atingiu 214 países desde que foi descoberto, no México, em abril do ano passado, segundo a OMS.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.