Ralf Hirschberger/Efe
Ralf Hirschberger/Efe

Novartis rejeita doar vacina contra a gripe para nações pobres

OMS havia pedido 'solidariedade' de empresas farmacêuticas; laboratório GlaxoSmithKline disse que fará doações

Efe,

15 Junho 2009 | 11h37

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LONDRES - A empresa farmacêutica Novartis desafiou a Organização Mundial de Saúde (OMS) e disse nesta segunda-feira, 15, que não fará doações de vacina para os países pobres combaterem a pandemia de gripe suína.

 

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O laboratório argumentou que os países em desenvolvimento ou os países doadores deveriam cobrir os custos da vacina, segundo reportagem do Financial Times. "Se você quer que a produção seja sustentável, tem de criar incentivos financeiros", disse ao jornal o presidente da Novartis, Daniel Vasella.

 

Ele acrescentou que avaliará a possibilidade de vender a vacina com desconto para os países de baixa renda. As declarações são uma resposta a Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que na semana passada declarou que a gripe suína se tornou uma pandemia. Ela havia pedido que os fabricantes de vacina mostrassem "solidariedade" e doassem vacinas para os pobres.

 

A negativa da Novartis expõe uma divisão no setor farmacêutico, pois o laboratório britânico GlaxoSmithKline se comprometeu a distribuir gratuitamente entre os países pobres até 50 milhões de doses de sua vacina contra a gripe. Outros produtores mais modestos de países em desenvolvimento também querem distribuir gratuitamente 10% de sua produção.

 

A Novartis é proprietária do laboratório americano Chiron, que na última sexta-feira, 12, declarou ser o primeiro a desenvolver a vacina graças a uma técnica acelerada de base celular, em vez de recorrer à produção tradicional em ovos.

 

Primeira morte na Europa

 

A primeira vítima mortal da gripe suína na Europa, registrada no domingo,14, na Escócia, foi uma mulher de 38 anos que tinha dado à luz há duas semanas, confirmaram nesta segunda-feira autoridades sanitárias escocesas.

 

A mulher, identificada como Jacqueline Fleming, tinha outros problemas de saúde não especificados e havia passado por um parto prematuro. Sua família divulgou um breve comunicado dizendo que estavam "totalmente desestabilizados" e disserem que ela estava há várias semanas hospitalizada.

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