Novartis tem crescimento global de 14% em 2005

A indústria farmacêutica suíça Novartis anunciou crescimento no faturamento de 14% em relação ao ano passado. As vendas chegaram a US$ 32,2 bilhões. Desse total, a divisão farmacêutica representa 62%, a de produtos de consumo 23% e a de genéricos, Sandoz, 15%. A empresa manteve seu crescimento em todas as regiões em que atua. Os Estados Unidos representam 42% das vendas, Europa, 37%, Japão, Ásia e outros países 16% e América Latina 5%. Durante o encontro, salientou-se a importância da unidade de genéricos no mercado de medicamentos. A expectativa é que o mercado tenha um crescimento de 11% anual nos próximos 5 anos. Com a aquisição da Hexal e Eon, a Sandoz já é a segunda no ranking mundial, depois da Teva, com um faturamento de US$ 4,6 bilhões. No Brasil, está em quinto lugar, com 6,04% do mercado e vendas de R$ 101 milhões. Ganhos Aparentemente, tanto a empresa quanto o consumidor saem ganhando, já que os genéricos devem diminuir o preço dos medicamentos em cerca de 40%. Outra vantagem para o consumidor é que as grandes empresas seguem os procedimentos necessários para que o produto tenha a mesma eficácia do de marca. "Temos o compromisso de oferecer um produto de qualidade porque sabemos que havia muita exposição da população a similares", disse Andréas Rummelt, diretor da unidade Sandoz. Ele salientou a importância de ter uma fábrica no Paraná, onde pretende ampliar a plataforma de medicamentos. Tudo indica que o Brasil poderá tornar-se um pólo de exportação da empresa para a América Latina e outros países. Para isso, terá de submeter suas fábricas a um processo de validação, exigido pelas autoridades internacionais de saúde. A Novartis tem fábricas em Rezende, no Rio de Janeiro; Taboão da Serra, em São Paulo; e em Cambé, no Paraná. Algumas delas com capacidade ociosa. Medicamento A empresa promete novos medicamentos, um dos quais é o Rasilez, destinado a pacientes que sofrem de hipertensão, responsável por 40% das mortes por acidente vascular cerebral e 25% das doenças coronárias do Brasil. À medida que a população envelhece, a prevalência do mal aumenta: 75% das mulheres e 64% dos homens com mais de 75 anos têm hipertensão. O medicamento diminui a atividade da enzima renina, oferecendo, se comparado com outros anti-hipertensivos, maior proteção contra infartos. Ainda na área de metabolismo, o Galvus promete ser eficaz no controle da diabetes tipo 2 - dados da Organização Mundial de Saúde mostram que 95% dos pacientes com diabetes têm a tipo 2. De acordo com o presidente da empresa, Daniel Vasella, o Brasil continua a ser alvo de investimento para a Novartis. Ele salientou a importância do país na América Latina e que, a despeito das dificuldades políticas, a economia brasileira tem se mantido melhor do que o mercado esperava. "Um governo tem de ser sensível para perceber sua população, mas tem de ser racional para que a economia possa crescer", disse Vasella.

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