Novo estudo vê vantagens em angioplastia feita pelo pulso

Novo procedimento pode significar menos sangramento, sem o desconforto de permanecer deitado por horas

AP

18 de agosto de 2008 | 19h56

O melhor caminho para um coração desobstruído pode ser pelo pulso.  Cerca de um milhão de angioplastias são realizadas a cada ano nos Estados Unidos e o caminho usual é levar um tubo até o coração por uma artéria na virilha.  Um estudo recente mostra que chegar ao coração pelo pulso pode significar menos risco de sangramento, sem o desconforto de permanecer deitado por horas para permitir que a área da incisão se recupere.  Apenas uma a cada 100 angioplastias é feita pelo pulso, e o método não é para todos. Mas o estudo desta segunda-feira, 18, promete convencer mais especialistas a usar o método.  "Em mãos experientes, ele pode ser feito com mais freqüência", disse Sidney Smith, chefe de doenças cardíacas no Universidade da Carolina do Norte. "Esse procedimento, quando feito por cirurgiões experientes, tem vantagens."  A angioplastia é considerada uma maneira rápida e pouco invasiva de fazer com que o sangue voltei a fluir por uma artéria obstruída. Um pequeno balão é inflado dentro da obstrução, empurrando o coágulo. O procedimento pode ser feito durante um ataque cardíaco, para aliviar os sintomas, ou para reduzir emergencialmente a dor no peito.  Definir quais os melhores candidatos para receber uma angioplastia, ao invés de outros tratamentos, é uma questão controversa. Mas, uma vez a decisão tendo sido tomada, o novo estudo determina em que casos a angioplastia pelo pulso funciona melhor.  Cardiologistas preferem trabalhar pela artéria femoral na virilha porque é um vaso sanguíneo mais largo que a artéria radial do pulso, sendo mais fácil de passar o cateter. Quando o procedimento é finalizado, grande pressão deve ser aplicada à incisão, freqüentemente com o uso de sacos de areia, por várias vezes, até que o corte pare de sangrar por si. Mesmo assim, hemorragias e outras complicações atingem de 2% a 10% dos pacientes. O método do pulso poderia diminuir o sangramento em até 60%.

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