Novo instituto nos EUA pesquisa vacina contra a Aids

Pesquisadores anunciaram na terça-feira a criação de um novo instituto voltado para o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids em La Jolla, Califórnia (Costa Oeste dos EUA). Trata-se de uma parceria da ONG Instituto de Pesquisas Scripps com a Iniciativa Internacional da Vacina da Aids, com um investimento de 30 milhões de dólares. "O mundo precisa de uma vacina contra a Aids para mudar a maré desta devastadora pandemia", disse nota assinada por Richard Lerner, presidente do Instituto Scripps. "Estamos confiantes de que este centro vá facilitar intercâmbios mais produtivos entre pesquisadores para estimular novas idéias que vão ajudar a acelerar a ciência da vacina contra a Aids." A doença destrói o sistema imunológico dos pacientes, que morrem de infecções, como a tuberculose, ou de câncer. Um coquetel de drogas consegue controlar a doença, mas não há cura. O novo laboratório vai se dedicar a um dos aspectos mais importantes do desenvolvimento da vacina - o estímulo à produção de compostos do sistema imunológico chamados anticorpos neutralizadores. Tentativas atuais de criar vacinas esbarram no fato de que elas atacam células habitualmente ativadas pela imunização, mas não conseguem estimular os anticorpos a matarem o vírus HIV. "Encontrar uma forma de obter os anticorpos neutralizadores contra o HIV é o maior desafio que os pesquisadores da vacina contra a Aids enfrentam hoje", disse Seth Berkley, presidente e executivo-chefe da Iniciativa Internacional da Vacina da Aids. O novo instituto vai recrutar biólogos, virologistas, químicos e imunologistas para colaborarem em experiências em laboratórios e em voluntários. "Esta abordagem revigorante também facilitará para que recrutemos e orientemos jovens cientistas que representam o futuro da pesquisa em vacinas para o HIV/Aids", disse Dennis Burton, que trabalha no Scripps e na Iniciativa Internacional. As instalações da nova unidade ainda não foram construídas, e não há previsão para sua inauguração. A Aids afeta atualmente cerca de 33 milhões de pessoas, e já matou 25 milhões desde que o vírus foi identificado, há cerca de 25 anos. (Reportagem de Maggie Fox)

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