Novo método de detectar câncer de mama mostra-se promissor

MBI não substituiria mamografias mas ofereceria uma ferramenta adicional no caso de tecidos muito densos

AP

03 de setembro de 2008 | 19h42

Um marcador radioativo que "ilumina" células cancerosas que se escondem em mamas de tecido muito denso se mostrou promissor em seu primeiro grande teste em comparação às mamografias, revelando mais tumores e dando menos alarmes falsos, disseram médicos nesta quarta-feira, 3. O método experimental - molecular breast imaging (MBI) - não substituiria as mamografias para mulheres com risco médio de terem a doença. No entanto, ele poderia se tornar uma ferramenta adicional para mulheres com riscos mais altos de apresentar tumores, ou para aquelas com tecido denso demais, o que dificulta a visualização em mamografias. O exame pode ser realizado com menos custo que uma ressonância magnética. Cerca de um quarto das mulheres com mais de 40 anos têm tecidos densos.  "MBI é uma tecnologia promissora" que já está em fase avançada de testes, disse Carrie Hruska, engenheira biomédica da clínica Mayo, de Minnesota, que tem trabalhado no novo teste há seis anos. As mamografias - um tipo de raio X - são o método mais comum de diagnóstico de câncer de mama atualmente. O MBI usa radiação, também, mas de maneira diferente. As mulheres recebem uma dose intravenosa de um marcador que é mais absorvido por células anormais que pelas saudáveis. Câmeras especiais coletam o "brilho" que essas células passam a ter, e médicos localizam tumores olhando as imagens.  Pesquisadores testaram ambos os métodos em 940 mulheres que tinham tecidos densos e alto risco de câncer de mama devido ao histórico familiar.  Foram encontrados 13 tumores em 12 mulheres - oito por MBI, um apenas pela mamografia; dois por ambos os métodos e outros dois por nenhum dos dois métodos (esses tumores foram encontrados mais tarde, em mamografias anuais ou outros testes). Em suma, o MBI encontrou 10 dos 13 tumores e a mamografia, apenas três.  Os próximos testes compararão a eficácia do MBI em relação à ressonância magnética. O principal problema do MBI até o momento é o fato de usar de oito a dez vezes mais radiação que as mamografias.

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