Novos medicamentos para diabetes ajudam a controlar açúcar

Duas pílulas experimentais parecem ajudar os medicamentos antigos para a diabetes a diminuir a taxa de açúcar no sangue dos pacientes, com o ganho adicional de uma pequena perda de peso. Os remédios, que devem ser tomados uma vez ao dia, são os primeiros de uma nova classe de medicamentos para a diabetes tipo 2 que funciona de forma única, e as competidoras Merck & Co. e Novartis AG esperam receber a aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) para começar as vendas até final do ano. Ainda assim, os especialistas esperam ansiosamente as novas opções, que resolvem dois problemas: aumentam os níveis de um hormônio que ativa o pâncreas para produzir mais insulina a fim de processar o açúcar no sangue, enquanto simultanemente sinalizam ao fígado para que pare de produzir a glicose. As pílulas fazem isso bloqueando a produção de uma enzima, chamada DPP-4, que normalmente desativa o hormônio. Os efeitos positivos dos remédios, combinados com redução dos efeitos negativos causados com o uso de outros tratamentos para a diabetes, é o que separa as novas drogas das outras, disse John Buse, vice-presidente da Sociedade Americana de Diabetes (ADA). "Eles combinam alguns dos efeitos de três ou quatro classes de medicamentos utilizadas hoje. Isso é o que animou a todos", disse Buse, alertando que o custo esperado do Januvia e do Galvus provavelmente restringirá seu uso. Os efeitos colaterais das pílulas incluem sintomas parecidos com os de uma gripe e dores de cabeça. Na diabete de tipo 2, os pacientes ou não produzem insulina suficiente ou as células de seu corpo a ignoram. A insulina é necessária para processar o açúcar; sem ela, os níveis de açúcar no sangue se elevam. Os padrões da ADA sugerem que os diabéticos cortem seus níveis de A1c, forma de medida do açúcar no sangue, para menos de 7%. Muitos, senão a maioria, dos diabéticos, excedem esse limiar. Ajudá-los a diminuir esse nível poderia reduzir o risco de complicações sérias, como falha nos rins e amputações, segundo a ADA. Os detalhes foram apresentados nesta terça-feira na conferência científica anual da ADA. Uma terceira empresa, a Novo Nordisk Inc., está desenvolvendo um medicamento injetável que é um análogo do hormônio desativado pela enzima que as pílulas da Merck e da Novartis bloqueiam. Mais de 230 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem de diabetes, sobre 30 milhões em 1985, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes. Estima-se que a doença deva afetar 350 milhões de pessoas até 2025.

Agencia Estado,

13 de junho de 2006 | 18h29

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