Novos tratamentos contra câncer renal aumentam sobrevida

Evolução conseguiu quase quadruplicar tempo de vida dos pacientes, que passou de 7 para 26 meses

Efe

22 de outubro de 2008 | 20h25

A evolução no tratamento do câncer renal com metástase conseguiu quase que quadruplicar em dois anos a sobrevida dos pacientes, que passou de sete para 26 meses, destacaram nesta quarta-feira, 22, dois dos principais especialistas do mundo em carcinoma renal. Veja também: Identificados mais 26 genes ligados ao câncer de pulmão Pesquisadores desenvolvem tratamento para câncer no cérebro Células-tronco tumorais podem ser chave para cura do câncer Os professores americanos Robert J.Motzer, do Memorial Sloan-Kettering de Nova York, e Brian Rini, da Clínica de Cleveland, se reuniram em Barcelona com oncologistas espanhóis para trocar informações sobre a doença. O carcinoma renal se caracteriza por sua grande resistência à quimioterapia, o que explica a sobrevida de poucos meses dos pacientes com metástase, observada há até pouco tempo. A imunoterapia com interferon ou interleucina 2 usada em pacientes com metástase era muito tóxica e provocava gripe, febre, dor muscular, cansaço e redução das defesas. Os medicamentos utilizados nos novos tratamentos têm pouca toxicidade e, portanto, são muito bem aceitos pelos pacientes, que, além de viverem mais, obtêm melhoras evidentes em sua qualidade de vida, por conseguirem atacar diretamente os tumores. "Trata-se de medicamentos administrados por via oral e que permitem aos pacientes levar uma vida cotidiana praticamente normal", afirmou Motzer. Agora, são usados inibidores da tirosina quinase como o sunitinib, que é ingerido oralmente e provou aumentar a média de sobrevida para mais de dois anos em pacientes com câncer renal com metástase. Rini destacou que o câncer renal é a doença cujo tratamento mais avançou nos últimos anos, ao dobrar a sobrevida dos pacientes com a passagem da quimioterapia, que estava entre 10 e 14 meses, para os novos medicamentos. Em uma grande proporção de pacientes, os novos tratamentos também conseguiram uma regressão de até 47% do tamanho do tumor. A incidência deste tipo de câncer está, no entanto, aumentando nos últimos anos, até chegar em algumas cidades a 7% de alta por ano. Os esforços dos pesquisadores se centram agora em conseguir a identificação dos tratamentos mais adequados para cada paciente, levando em conta as características individuais deles e de cada tumor.

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