Mark Schiefelbein/AP Photo
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Número de casos de nova pneumonia aumenta na China

Autoridades de saúde chinesas já contam 62 pessoas contaminadas com o novo vírus que é da mesma família do SARS

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2020 | 00h12

PEQUIM - A China relatou neste domingo, 19, novos casos do misterioso vírus da SARS, incluindo três em estado grave, o que aumenta os temores antes do feriado do Ano Novo Lunar da China, quando milhões de pessoas viajam pelo país. O vírus, uma nova cepa de coronavírus, causou alarme devido à sua semelhança com o que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que matou quase 650 pessoas na China continental e Hong Kong entre 2002-2003. Dos 17 novos casos na cidade de Wuhan - considerado o epicentro do surto - três foram classificados como "graves".

Assim, o vírus já infectou 62 pessoas em Wuhan, segundo informaram as autoridades locais, com oito pacientes em estado grave, 19 curados e com alta do hospital, e o restante mantido isolado recebendo tratamento. Duas pessoas morreram até agora com o vírus, incluindo um homem de 69 anos, na quarta-feira, 15.

As autoridades disseram que começaram exames "otimizados" de casos de pneumonia em toda a cidade para identificar infectados pelo vírus e que começariam "o trabalho de triagem... para casos suspeitos na cidade". Um artigo publicado na sexta-feira, 17, por cientistas do Centro de Análise Global de Doenças Infecciosas do Imperial College de Londres alertou que o número de casos na cidade é provavelmente mais próximo de 1.700 do que dos 62 identificados oficialmente até agora.

As autoridades disseram que alguns dos novos casos "não tinham histórico de contato" com o mercado de frutos do mar, que se acredita ter sido o centro do surto. Até o momento, nenhuma transmissão de pessoa para pessoa foi confirmada, mas a comissão de saúde de Wuhan disse anteriormente que a possibilidade "não pode ser excluída".

Três casos também foram registrados no exterior: dois na Tailândia e um no Japão. Wuhan é uma cidade de 11 milhões de pessoas que serve como um importante centro de transporte, mesmo durante as férias anuais do Ano Novo Lunar, quando milhões de chineses viajam pelo país para visitar suas famílias. / AFP

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