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Número de mortes de recém-nascidos cai nos últimos 20 anos

Cientistas estimam que a mortalidade caiu de 33,2 mortes para 23,9 a cada 1 mil nascimentos, 28% a menos entre 1990 e 2009

Efe

31 Agosto 2011 | 08h09

WASHINGTON - O número de mortes de crianças recém-nascidas, de três semanas ou menos, caiu em todas as regiões do mundo nos últimos 20 anos, mas se concentrou na Índia, Nigéria, Paquistão, China e República Democrática do Congo, segundo um estudo publicado na revista PLoS Medicine.

 

O autor do estudo, Mikkel Oestergaard, da Organização Mundial da Saúde, e sua equipe analisaram dados de diferentes fontes, como registros civis, para criar um modelo estatístico que comparasse os dados entre 1990 e 2009.

 

A equipe percebeu que em 2009 morreram 3,3 milhões de bebês durante o primeiro mês de vida, frente aos 4,6 milhões que morreram em 1990, o que significa uma melhora global, mas assinala que em regiões da África, por exemplo, essa tendência caiu muito lentamente.

 

Segundo os cálculos, estima que a mortalidade caiu de 33,2 mortes para 23,9 a cada 1 mil nascimentos, 28% a menos. No entanto, essa taxa cresceu em oito países, cinco deles na África (República do Congo, Zimbábue, Chade, Camarões e África do Sul) e a taxa na República Democrática do Congo e Somália, se manteve.

 

Além disso, na África o progresso na melhora das taxas de mortalidade neonatal é lento e só reduz em menos de 1% a cada ano, passando do 43,6 por cada 1 mil bebês nascidos em 1990 para 35,9 por 1 mil em 2009.

 

No total desses 20 anos calculam que morreram 79 milhões de crianças nas primeiras quatro semanas de vida, das quais 98% faleceram em países de baixos recursos: 31 milhões no Sudeste Asiático e 21 milhões na África.

 

A América Latina sofreu uma das maiores quedas, dos 22% registrados em 1990 aos 11,4% contabilizados em 2009.

 

No entanto, os autores afirmam que a maioria das mortes prematuras poderiam ser evitadas com intervenções ao alcance de todos os públicos "como a melhora da higiene no parto, a lactação e métodos simples para manter aos bebês em boas condições".

 

"Muitos dos 79 milhões de bebês que morreram no período neonatal, desde 1990 nasceram com pouco ou nenhum acesso a serviços de saúde e em lugares com pouca informação", lamentaram no estudo com o qual sublinham a importância de conseguir os Objetivos do Milênio marcados pela ONU para reduzir a mortalidade infantil.

 

O objetivo número quatro é reduzir o número de mortes em crianças menores de cinco anos ou menos em de dois terços dos níveis de 1990 para o ano 2015.

 

"Se a perda desnecessária de vidas se pode prevenir, é essencial que os Governos nacionais, os organismos internacionais e a sociedade civil aumentem sistematicamente a prevenção e o acompanhamento das mortes neonatais", concluíram.

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