Número de mortes por aids cai mais de 10% nos últimos 5 anos

Infectados estão vivendo mais tempo por conta da disponibilidade de tratamento médico, afirma a OMS

Reuters e AP,

24 de novembro de 2009 | 10h59

O número de mortes relacionadas à aids caiu em mais de 10% nos últimos cinco anos, aponta pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Programa Conjunto da ONU HIV/aids (Unaids), divulgado nesta terça-feira, 24. O relatório acrescentou que mais pessoas estão vivendo mais tempo com a doença, por conta da disponibilidade de medicamentos para o tratamento do HIV, e afirmou que o número de novos infectados está 'virtualmente' caindo.

 

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A agência da ONU ainda aponta o Brasil como um exemplo na implementação de políticas de prevenção à Aids. "A América Latina oferece exemplos fortes de liderança na prevenção ao vírus HIV. Em particular, o Brasil, que vem sendo apontado por ter implementado cedo medidas de prevenção ao vírus HIV que ajudaram a atenuar a gravidade da epidemia no país", diz o documento divulgado nesta terça-feira.

 

Ainda segundo o levantamento, cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus HIV. Esse número significa um crescimento se comparado às 33 milhões de pessoas infectadas em 2007, mas é verificado a retração na contaminação da doença em em muitos países. 

 

"Os números demonstram que a epidemia está se estabilizando. A queda de mortos pela doença com, o crescente número de pessoas infectadas que estão vivendo mais e o número total de infectados comprovam essa estabilização e, consequentemente, a queda do número de novos infectados", explica Paul De Lay, diretor-executivo da Unaids.

 

Custos financeiros

 

Essas informações positivas sobre a aids pode provocar a diminuição de doações para programas de combate à doença, que é responsável por 4% das mortes no mundo, mas que consome 23% da verba pública destinada à saúde em todos os países.

 

"Não podemos permitir que uma única doença continue a produzir um gasto tão grande nos fundos internacionais, especialmente pelo fato de doenças que provocam muito mais mortes em países pobre, como pneumonia e diarreia, são mais fáceis e baratas de combater", disse Philipe Stevens, da Rede Internacional de Monitoramento.

 

No relatório da ONU, os analistas avaliaram que a aids continua sendo uma prioridade na saúde pública mundial e pediram mais apoio financeiro para ajudar em pesquisas, campanhas e na produção dos remédios. Segundo a organização, o tratamento médico salvou cerca de 3 milhões de vidas.

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