Número de mortes por ebola no Congo aumenta para 13

Angola fechou a fronteira de sua província de Lunda Norte com o país para evitar que o surto se espalhe

AP,

06 de janeiro de 2009 | 15h31

O número de mortes provocadas pelo surto do vírus ebola aumentou para 13 no Congo, disse uma entidade médica de caridade nesta terça-feira, 6. Testes de laboratório confirmaram na semana passada 11 mortes causadas pelo vírus na remota vila de Kaluemba, onde a epidemia começou no final de novembro.  Segundo porta-voz da Médicos sem Fronteiras, Francois Dumont, dois novos casos foram confirmados de mortes dos dias 28 de dezembro e 1° de janeiro.  Um total de 42 pacientes estão sob suspeita de infecção com o vírus, disse Dumont, aumentando uma contagem anterior de 35.  Dumont disse que sua agência está ajudando a monitorar 200 pessoas que estiveram em contato com esses infectados, e os Médicos sem Fronteiras instalaram uma unidade de isolamento onde uma pessoa está se recuperando.  Angola A Angola fechou a fronteira de sua província de Lunda Norte com a República Democrática do Congo (RDC) para evitar a entrada do vírus da febre hemorrágica ebola, da qual se registrou um foco neste país, informou nesta terça-feira, 6, o ministro da Saúde angolano, José Dias Van-Dénum. Em entrevista coletiva, o ministro disse que as medidas foram adotadas por causa da forte relação entre Lunda Norte, no nordeste de Angola, e o sul da RDC - por causa da relação comercial e ao tráfego de pessoas que se dedicam à busca de diamantes ou que têm residências nos dois lados. O ministro afirmou que foram comunicadas às autoridades fronteiriças as medidas a serem tomadas, entre as quais haverá controles de saúde para dar uma resposta rápida em caso de se apresentar algum infeccionado por Ebola. Em qualquer caso, Van-Dénum afirmou que, até agora, não se detectou nenhum caso de ebola em Angola, apesar de, pela proximidade com a RDC, além de Lunda Norte poderiam ser zonas de risco as províncias de Lunda Sul, Malange, Moxico e Uige, onde serão adotadas medidas de controle. O ministro da Saúde afirmou que Angola tem equipes treinadas para atender epidemias de febres hemorrágicas e que podem ser rapidamente colocadas em funcionamento para prevenir ou combater qualquer foco deste tipo de doença. Segundo Van-Dénum, na RDC foram detectados nos dois últimos meses cerca de quarenta casos de ebola que levaram a 13 mortes. O foco detectado no Congo está, em princípio, circunscrito à província de Kasai Ocidental, fronteiriça com Lunda Norte, onde o Ministério da Saúde congolês e a seção belga da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) realizam uma operação para isolar os afetados. Este doença se manifesta com febre alta, dores de cabeça, dores musculares e hemorragias e entre os afetados calcula-se que a mortalidade é muito alta, de cerca de 30%. Não existe um tratamento específico para a doença e aos pacientes são aplicados métodos de reanimação e para conter a febre e as hemorragias. O ebola é muito contagioso e afeta todo tipo de primatas, os seres humanos e outros mamíferos.

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