Unsplash/Elisa Ventur
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O que fazer para evitar o desenvolvimento da síndrome de burnout?

De acordo com a psiquiatra Juliane de Paula, é preciso estabelecer limites e encontrar atividades revitalizantes

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2021 | 05h00

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"Eu tenho medo de desenvolver burnout. Como eu evito esse estresse excessivo?"

Vitoria Mello, Campinas

Responde Juliane de Paula, psiquiatra

Para evitar, primeiro precisamos saber o que é o burnout. Sabendo disso, eu preciso ficar atenta aos sintomas e criar novas rotinas do trabalho. Então a síndrome de burnout, que pode ser chamada também de síndrome de esgotamento profissional, é um transtorno emocional em que a pessoa tem sintomas de exaustão extrema, um cansaço físico e mental muito grande, juntamente com sintomas de estresse.

A partir disso, ela transforma esse estresse em sintoma físicos, como dores musculares, problemas gastrointestinais, gastrite nervosa, pressão mais alta e até síndrome metabólica (aumento de peso), que pode se relacionar com aumento do cortisol, nosso hormônio de estresse.  

É legal colocar no papel toda a sua rotina e perceber se ela pode ser amenizada de alguma forma. Caso a resposta seja não, é preciso estabelecer limites e encontrar maneiras de introduzir atividades revitalizantes, que vão variar de pessoa para pessoa. Deve ser algo que não gere mais demanda mental e que dê prazer, nem que seja por cinco minutos. Um curso, por exemplo, não seria o ideal, porque você sairia de um trabalho que te cobra para você mesmo se cobrar num nível pessoal.

O ambiente pode influenciar bastante, mas também é preciso levar em conta as características da própria pessoa. Alguém mais sensível, perfeccionista ou até com menos autoestima, por exemplo, pode estar mais predisposto ao burnout do que os outros colegas de trabalho do mesmo local. Normalmente, essas pessoas não têm um escape em outros momentos da vida para contrabalancear com as questões de trabalho.

Porém, é importante dizer: um local  de trabalho, por si só, pode ser extremamente tóxico e abusivo, mesmo tendo esse cuidado com a saúde. Reconhecendo isso, a pessoa deve se perguntar: será que vale mesmo a pena estar ali?

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