EFE/NACHO GALLEGO
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O que os países estão fazendo para controlar a pandemia do coronavírus

Fechamento de fronteiras, suspensão de aulas e cancelamento de eventos são algumas das medidas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 16h18

Diversos países já fecharam as fronteiras e estão aplicando restrições para a população para tentar conter o avanço da pandemia do coronavírus. Além disso, os Estados Unidos iniciaram testes em humanos de uma possível vacina contra a covide-19. O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 120 países, registra mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes. 

A Comissão Europeia também propôs a partir desta terça-feira, 17, que os líderes de 27 países europeus proíbam viagens "não essenciais" ao bloco durante os próximos 30 dias, anunciou a presidente do órgão, Ursula von der Leyen. 

"Há exceções: residências de alta duração na União Europeia, familiares de quem mora na UE e diplomáticos", afirmou Ursula. De acordo com ela, países que não integram a UE como a Islândia, Suíça, Liechtenstein e Noruega também deveria aplicar tais restrições para que as medidas sejam efetivas. Na América Latina, a Argentina fechou suas fronteiras neste fim de semana e o Chile o fará na quarta.

Alemanha

O governo alemão fechou as fronteiras com a França, a Suíça e a Áustria nesta segunda. Além do controle da pandemia, o fechamento das travessias tem como objetivo evitar os cidadãos dos países vizinhos entrem no país para fazer grandes compras em mercados, o que poderia esvaziar as prateleiras.

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Argentina

A Argentina decidiu suspender as aulas até 31 de março, determinou o fechamento das fronteiras e permitiu que grávidas e idosos com mais de 60 anos possam tirar licença de seus trabalhos. O país quer estimular que cada vez mais funcionários possam trabalhar de suas casas. 

Bolívia

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, anunciou no domingo a proibição da entrada de pessoas provenientes do espaço Schengen, da Irlanda, do Reino Unido e do Irã.

China

País onde surgiu o vírus, a China isolou a cidade de Wuhan, epicentro da doença. Além de um regime de quarentena, que incluiu até hotéis para os doentes permaneceram por 14 dias, foram suspensas atividades estudantis em todo o país de 1,3 bilhão de habitantes. Fábricas pararam, o comércio diminuiu, a circulação de pessoas reduziu drasticamente e os casos passaram a diminuir.

Coreia do Sul 

O sistema de saúde do país, que tem o maior número de infectados depois da China, chegou a áreas distantes, permitindo a detecção do coronavírus em estágios iniciais. Antes do diagnóstico, os pacientes têm seus deslocamentos monitorados por meio de telefone celular e cartão de crédito. Quando um caso é detectado, pessoas próximas são avisadas via SMS.

Espanha

Desde sábado, 14, o governo espanhol impõe um confinamento quase total para seus 46 milhões de cidadãos. Eles só podem sair de casa por motivo de trabalho ou necessidade máxima, fazer compras essenciais, ajudar idosos, crianças ou pessoas dependentes, passear com animais e ir a centros de saúde ou instituições financeiras. 

Estados Unidos

O primeiro teste em humanos para avaliar uma vacina contra o coronavírus teve início em Seattle, nos Estados Unidos. A informação foi repassada nesta segunda-feira à imprensa pelas autoridades de saúde do país.

França

O presidente Emmanuel Macron proibiu reuniões públicas nas ruas e parques da França a partir desta terça-feira. Ele também suspendeu o segundo turno das eleições locais, suspendeu viagens para o exterior por 30 dias e suspendeu a cobrança das contas de luz gás e aluguéis para empresas. 

Irã

O Irã anunciou o fechamento do santuário de Fátima Masoumeh, um dos maiores pontos de turismo religioso do país. O santuário fica na cidade de Qom, a mais atingida pelo coronavírus no país, e atrai peregrinos de todo o Oriente Médio. Cerca de 70 mil detentos foram liberados de cadeias na semana passada, em uma medida para evitar a contaminação dentro de casas de custódia. Restaurantes e cafés na capital, Teerã, permaneceram abertos nesta segunda, embora o movimento tenha caído. O Irã teve 129 mortes por coronavírus nesta segunda, o maior aumento de fatalidades num só dia desde o começo da epidemia.

Israel 

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, autorizou a Agência de Segurança Interna do país a explorar dados de celulares da população do país para traçar os movimentos das pessoas que contraíram o coronavírus. Além disso, o rabino-chefe de Jerusalém pediu aos fiéis judeus que parem de beijar as paredes do Muro das Lamentações. O país também impôs quarentena aos que entram no país.

Itália

Apenas farmácias e mercados de alimentos podem atuar no comércio italiano. Todas as escolas e universidades no país paralisaram suas atividades. Bancos, seguradoras e correios funcionam. Manifestações culturais, eventos religiosos e festivos foram suspensos. O governo decretou o confinamento de milhões de italianos em suas casas para conter o avanço da pandemia, que atinge com maior gravidade a parte norte do país./ Com informações da Reuters, AFP e EFE

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