Obama anula restrições a financiamento a grupos pró-aborto

Norma em vigor durante governos republicanos proíbe apoio a certos programas de planejamento familiar

Reuters,

23 de janeiro de 2009 | 13h37

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai suspender na sexta-feira as restrições ao financiamento público de grupos que prestam serviços ou aconselhamento para a realização de abortos no exterior, revertendo a política de seu antecessor, George W. Bush, informou uma autoridade de seu governo.    EUA aprovam pesquisa com células-tronco embrionárias  Obama reitera seu comprometimento com o direito ao aborto   "Será hoje. Ele vai assinar um decreto (revertendo o regulamento global)", disse.   A decisão do presidente democrata é uma vitória para os defensores dos direitos reprodutivos, uma questão que sofre mudanças cada vez que o poder passa de um partido a outro.   Quando a proibição estava em vigor, a verba destinada a serviços de planejamento familiar não poderia ir para clínicas ou grupos que fizessem ou aconselhassem mulheres interessadas em se submeter a um aborto em outros países.   A medida foi chamada de "Política da Cidade do México" porque foi revelada em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) feita na cidade em 1984 e se tornou uma das principais políticas sociais do governo conservador do ex-presidente republicano Ronald Reagan.   O ex-presidente Bill Clinton, democrata, suspendeu a lei quando assumiu o governo em janeiro de 1993 e seu sucessor, George W. Bush, a retomou em janeiro de 2001.

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