Obama anuncia investimento de US$ 5 bi em pesquisa médica

Dinheiro virá dos US$ 100 bilhões previstos no plano de estímulo econômico americano para ciência e tecnologia

EFE,

30 Setembro 2009 | 14h34

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um investimento de US$ 5 bilhões em pesquisa médica de ponta, com o objetivo de criar postos de trabalho no setor e impulsionar a luta contra várias doenças.

 

Brasil fecha PPP com multinacional para vacina contra dengue

Comitê de Obama diz que plano de volta à Lua é impraticável

Anunciada criação de Rede de Pesquisa sobre o Câncer

 

Em declaração no Instituto Nacional da Saúde, em Bethesda, nos arredores de Washington, Obama afirmou que o fundo será utilizado para financiar mais de 12 mil bolsas de estudos voltadas para pesquisa, que espera gerar dezenas de milhares de postos de trabalhos nos próximos dois anos.

 

O dinheiro será retirado dos US$ 100 bilhões previstos no plano de estímulo econômico americano para serem destinados a ciência e tecnologia.

 

"Sabemos que este tipo de investimento gerará novos postos de trabalho na pesquisa, a produção e distribuição de material médico, e a construção e modernização de laboratórios e instalações", afirmou Obama.

 

A aplicação do valor total representa "o maior impulso de uma vez só à pesquisa biomédica na história", segundo Obama.

 

"Se o deixássemos unicamente em mãos privadas, haveria áreas de pesquisa que não ficariam cobertas", explicou o presidente americano.

 

Um quinto do valor anunciado hoje (US$ 1 bilhão) será destinado a pesquisas nas quais se aplicam os conhecimentos obtidos graças ao Projeto Genoma Humano, de esforço internacional.

 

Segundo a Casa Branca, este dinheiro permitirá aos cientistas efetuarem "avanços gigantescos" na descoberta do papel dos genes em doenças pulmonares, cardíacas ou sanguíneas.

 

Ainda do total, US$ 75 milhões serão destinados ao projeto Atlas do Genoma do Câncer, encarregado de obter mais de 20 mil mostras de tecidos de mais de 20 tipos de tumores diferentes, além de determinar detalhadamente suas mudanças genéticas.

 

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Saúde, Francis Collins, um dos líderes do Projeto Genoma Humano, "vamos ver um avanço admirável em nossa compreensão do câncer".

 

"Este esforço promete abrir novas perspectivas na biologia dos tipos de câncer, transformar atitudes na pesquisa oncológica e encaminhar-nos para uma era de tratamento mais personalizado", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.