Obama diz que EUA não fecharão fronteiras devido à gripe suína

Presidente afirma que medida na divisa mexicana seria inútil porque vírus já chegou; 'governo toma precauções'

da Redação, com agências internacionais,

29 Abril 2009 | 21h20

O presidente norte-americano, Barack Obama, começou a terceira entrevista coletiva de sua administração nesta quarta-feira, 29, assegurando que "todo o governo está tomando precauções com a gripe suína". "Como disse mais cedo, o assunto é sério e estamos preocupados", afirmou o chefe de Estado. O número de casos confirmados de gripe suína em humanos nos Estados Unidos aumentou para 91, em 10 Estados, informaram autoridades do governo nesta quarta-feira.

 

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Obama também rejeitou os pedidos para fechar a fronteira do país para conter a disseminação da gripe suína, dizendo que seus conselheiros de saúde veem tal medida como inútil, uma vez que o vírus já está no país. "Da nossa perspectiva, seria como fechar a porta do celeiro depois que os cavalos tivessem saído, porque já temos casos aqui nos Estados Unidos", disse. "Isto é um motivo de profunda preocupação, mas não de pânico."

 

Uma criança mexicana de dois anos que fazia tratamento no Texas foi a primeira vítima fatal da doença no país. "Infelizmente tenho de confirmar a primeira morte causada pelo vírus H1N1", disse o diretor do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC), Richard Bresser.

 

Segundo ele, casos mais graves e novas mortes devem aparecer. A notícia, no entanto, não deve mudar a linha de combate à doença. "Não mudamos nossas recomendações. São as medidas certas para reduzir o risco à população", disse Besser. O CDC sugere que cuidados de higiene e evitar contato com pessoas doentes limita o contágio do vírus.

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