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Obama fala em 'precaução máxima' e cogita fechar escolas

Presidente dos EUA recomenda que escolas suspendam aulas caso vírus se espalhe mais; bebê morreu no Texas

Reuters,

29 Abril 2009 | 10h30

 México soma 152 mortos e OMS eleva alerta da gripe suína

Após os Estados Unidos confirmarem a morte de um bebê por causa do vírus H1N1 da gripe suína, o presidente Barack Obama afirmou que a hora é de tomar "precauções máximas" contra a propagação do vírus. O bebê mexicano de 1 ano e 11 meses estava nos EUA para passar por um tratamento médico e morreu no Texas, Estado que faz fronteira com o México. Esta foi a primeira morte registrada pelo vírus fora do México. Autoridades dos EUA confirmaram 65 casos de gripe suína, a maior parte deles suave.

 

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"Estamos monitorando de perto e continuamente os casos emergentes do vírus por todo o país", afirmou Obama na Casa Branca, antes de dar início a uma viagem de um dia ao Missouri. "Está é, obviamente, uma situação grave. Suficientemente grave para tomar precauções máximas", disse Obama na manhã desta quarta-feira, 29. Obama disse ainda que seus pensamentos e preces estão com a família do bebê de dois anos que morreu vítima da gripe. Foi o primeiro de caso de morte causado pela doença nos EUA e fora do México.

 

O presidente dos EUA também pediu que as autoridades locais e estaduais de saúde fiquem atentas para identificar e reportar novos casos suspeitos do vírus da gripe suína. Pela primeira vez, Obama pediu que as escolas considerem suspender as aulas casos tenham mais casos suspeitos do vírus da gripe suína. Segundo o presidente, o fechamento pode ser necessário, especialmente em casos de contágio confirmado. O presidente ainda afirmou que os americanos devem ficar tranquilos porque o governo está fazendo o possível para conter a doença.  

Morte nos EUA 

O diretor do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC), Richard Bresser, confirmou nesta quarta-feira a primeira morte nos Estados Unidos por causa do novo vírus H1N1 da gripe suína.

"Infelizmente tenho de confirmar a primeira morte causada pelo vírus H1N1", disse Besser. Segundo o diretor do CDC, casos mais graves e novas mortes devem aparecer. A notícia, no entanto, não deve mudar a linha de combate à doença.

"Não mudamos nossas recomendações. São as medidas certas para reduzir o risco à população", disse Besser. O CDC sugere que cuidados de higiene e evitar contato com pessoas doentes limita o contágio do vírus.

Mais países afetados

Alemanha, Áustria e Costa Rica entraram para a lista de países com casos registrados de gripe suína. As autoridades alemãs confirmaram que três pessoas foram infectadas com a doença. Dois dos pacientes voltaram recentemente de uma viagem ao México, onde teria começado o atual surto da doença.

O ministério da Saúde austríaco também confirmou que uma mulher de 28 anos ficou doente após voltar de uma viagem à Guatemala, que teve escala no México. Ela está internada, mas passa bem. Nas primeiras horas desta quarta-feira, a Costa Rica também confirmou dois casos da gripe suína.

Além do México, país com maior número de doentes, e EUA, o vírus atingiu também Canadá, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia e Israel.

Novos casos confirmados

Nesta manhã, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou que mais três casos da gripe suína foram registrados no Reino Unido. Uma pessoa ficou doente em Londres, outra em Birmingham e uma terceira na cidade de Torbay. Todas foram medicadas e têm respondido bem ao tratamento.

O número de infectados na Nova Zelândia subiu de 11 para 14. Apenas uma delas não estava em um grupo de estudantes que viajou recentemente para o México, mas também voltou recentemente da América do Norte. Os doentes estão respondendo bem ao tratamento.

O Ministério da Saúde da Espanha confirmou nesta quarta-feira quatro casos de gripe suína no país. No comunicado da pasta, foi informado que há outros 59 casos sob investigação.

OMS se reúne

Diante da proliferação de casos da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde acaba de anunciar que está convocando para hoje ainda em Genebra uma reunião extraordinária do comitê de emergências de pandemia.

Segundo o porta-voz da OMS Dick Thompson, o objetivo do encontro será o de discutir o que fazer diante do novo cenário. Uma das possibilidades seria elevar o nível de alerta mundial para 5, em uma escala de 1 a 6. Na prática, isto significaria o reconhecimento de que há uma pandemia, de que governos precisam passar a comprar estoques de remédios e que fabricantes de vacinas devem acelerar a produção.

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