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Obama pede à Europa maior compromisso na luta contra o Ebola

França anunciou que vai controlar chegada de voos da zona afetada pelo vírus; EUA não discutem proibir entrada de pessoas no país

EFE

15 Outubro 2014 | 17h19

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos líderes europeus nesta quarta-feira, 15, maior compromisso na luta global contra o Ebola. A solicitação foi feita durante uma videoconferência com as autoridades da Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

O "impacto" da epidemia de Ebola na África Ocidental é "trágico" e, por isso, Obama acredita que todos os países devem fazer contribuições "mais  significativas" para frear o avanço da doença, segundo detalhou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em referência ao que foi comentado na reunião.

O porta-voz reiterou que "não está sobre a mesa no momento" estabelecer uma proibição de entrada nos Estados Unidos para os passageiros de voos procedentes dos países mais afetados pelo vírus.


A França anunciou, por sua vez, que colocará em marcha um "dispositivo de controle" de chegada de voos da "zona afetada pelo vírus" do Ebola, sem especificar sobre quais países será feito esse controle.

Nos Estados Unidos, as autoridades também decidiram reforçar o controle nos principais aeroportos, onde serão medidas as temperaturas de passageiros que vêm da África Ocidental.

O aeroporto de Nova York JFK foi o primeiro a começar a aplicar neste fim de semana as novas medidas de segurança. A partir desta quinta-feira, se unirão os de Newark Liberty (Nova Jersey), o Dulles de Washington e os de Chicago e Atlanta.

Poucas horas antes da videoconferência com os líderes europeus, Obama falou por telefone com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Obama concordou com Abe sobre a urgência de que a comunidade internacional faça mais para frear o avanço do Ebola, "proporcionando pessoal, suprimentos e fundos", segundo informou a Casa Branca.

Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemia causou 4.447 mortes e infectou 8.914 pessoas. Os países mais afetados são Libéria, Serra Leoa e Guiné. 

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