Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Obesidade aumenta riscos de câncer renal

Estudo britânico associa sobrepeso ao desenvolvimento da doença; fumar é outro fator que influencia

BBC

30 de março de 2012 | 15h00

Especialistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha dizem que a obesidade está desempenhando um papel significante no aumento de casos de câncer renal no país. A entidade publicou dados mostrando que foram registrados 9 mil casos em 2009, comparado a apenas 2,3 mil em 1975.

 

A obesidade aumenta o risco de câncer renal - o oitavo mais comum - em 70%, uma taxa alta se comparada ao hábito de fumar, que aumenta em 50%. A entidade afirma que poucas pessoas sabem dos riscos do sobrepeso para o câncer renal, que se diagnosticado ainda nos estágios iniciais, pode ser curado por meio de cirurgia.

 

Os especialistas dizem que estar acima do peso aumenta os riscos do câncer renal, assim como o de tumor nas mamas, no útero e no intestino, uma vez que determinados hormônios começam a ser produzidos em maiores níveis que os normais.

 

O número de fumantes na Grã-Bretanha caiu durante os últimos 35 anos, mas o número de pessoas obesas só aumentou desde então. Cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres que habitam no país atualmente têm o índice de massa corporal (IMC) de 25 ou mais, o que os classifica como acima do peso.

 

"Nos últimos dez anos, ajudamos no desenvolvimento de novos medicamentos que destroem as células cancerígenas do sangue que alimentam o tumor. Essas drogas controlam a doença na maioria dos casos, mas não é uma cura definitiva", disse o professor Tim Eisen, do Instituto de Pesquisa do Câncer. "É melhor prevenir o problema - manter um peso saudável e não fumar é a melhor forma de fazer isso", completa.

 

Sara Hiom, diretora de informação da entidade, afirma que "poucas pessoas sabem sobre os riscos associados entre o sobrepeso e o câncer renal". "Parar de fumar ainda é a melhor forma de reduzir as chances de desenvolver um tumor nos rins. A importância de se manter um peso saudável não deveria ser minimizada", conclui.

 

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