Obesidade pode triplicar risco de derrame em mulheres de meia idade

Estudo revela que mulheres de 30 a 50 anos têm mais chances de sofrer um AVC que homens

Reuters

25 Junho 2010 | 12h42

O aumento da obesidade entre mulheres entre 30 e 50 anos pode ter triplicado as taxas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nas últimas décadas. É o que aponta um estudo da Universidade Southern California, em Los Angeles.

 

Em uma análise prévia de dados sobre derrame nos EUA, entre 1999 e 2004, pesquisadores descobriram que mulheres de 45 a 54 anos tinham duas vezes mais chance de sofrer um AVC do que homens da mesma faixa etária.

 

A partir desses dados, Amytis Towfighi e colegas da universidade resolveram estudar se o fato representava uma tendência real e, em caso positivo, se poderiam revelar explicações.

 

Os pesquisadores analisaram informações de cerca de 10 mil homens e mulheres, a partir de exames do National Health and Nutrition. As informações foram coletadas em fatias representativas da população americana em dois momentos: de 1988 a 1994 e de 1999 a 2004.

 

Os autores do trabalho não encontraram nenhuma diferença significativa nas taxas de acidente vascular cerebral entre homens (0,9%) e mulheres (0,6%) no primeiro período. No entanto, uma diferença surgiu na fase posterior, quando o número de mulheres que relataram ter sofrido um derrame saltou para 1,8%, enquanto a taxa entre os homens continuou igual.

 

A descoberta desafia o pensamento tradicional de que os homens têm maiores chances de sofrer um AVC que as mulheres, segundo disseram os pesquisadores no periódico 'Stroke'.

 

Na tentativa de decifrar o que pode ter contribuído para a tendência ascendente em curso entre as mulheres, eles viram que as do segundo período tinham mais chances de ser obesas, ter pressão arterial alta e níveis elevados de gorduras nocivas ao sangue (triglicérides), em comparação às mulheres da primeira fase analisada.

 

Mais do que as mulheres no período de tempo mais tarde, foram também sobre a pressão arterial e os medicamentos hipolipemiantes, refletindo os esforços para melhorar o controle dos fatores de risco para AVC nos últimos anos.

 

"A epidemia da obesidade provavelmente contraria muitos dos avanços e medidas de prevenção em curso", disse Towfighi à Reuters.

 

O conselho para evitar um AVC é ter um estilo de vida saudável: praticar exercícios físicos regularmente, manter um peso normal, comer frutas e verduras, não fumar e beber álcool com moderação.

 

O presidente eleito da American Heart Association (AHA), Ralph Sacco, que não participou do estudo, concorda. "Nunca é tarde para começar a comer direito e aumentar a atividade física em nossa rotina diária."

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