Rick Wilinking/Reuters
Rick Wilinking/Reuters

Obesos, americanos não sofrem com pressão alta graças a medicação

De acordo com pesquisa do Imperial College London, nos Estados Unidos as pessoas recebem tratamento adequado

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 05h00

SÃO PAULO - A obesidade é considerada um fator de risco importante para a pressão alta, mas, nos Estados Unidos, onde 36,5% da população é obesa, a proporção de pessoas com o problema (15% entre homens e 11% entre mulheres) é a segunda menor do mundo, atrás apenas da Coreia do Sul. De acordo com um dos autores do estudo, James Bentham, do Imperial College London (Reino Unido), a aparente contradição pode ser explicada por vários fatores, incluindo mudanças de hábitos e o acesso a diagnósticos e medicação. 

“Nos Estados Unidos, embora muitas pessoas sejam obesas, elas têm um bom diagnóstico de pressão alta e são corretamente medicadas. Muitas pessoas propensas ao problema tinham pressão normal no momento da medição, por terem sido medicadas, e nossos resultados refletem isso”, explicou Bentham. 

De acordo com os autores do estudo, a pressão alta provoca tensão extra nos vasos sanguíneos e em órgãos importantes como o coração, cérebro e rins, sendo uma das principais causas de doenças cardiovasculares que levam a ataques do coração e acidentes vasculares cerebrais, matando cerca de 7,5 milhões de pessoas por ano. 

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