Obesos tendem a dispensar o uso do cinto de segurança

Pesquidadores americanos compravam que quanto maior o IMC, menor é o uso do dispositivo

Agências Internacionais,

14 de janeiro de 2008 | 14h09

Pesquisadores americanos provaram que pessoas obesas tendem a dispensar o uso do cinto de segurança em automóveis, segundo análise publicada na revista Obesity.  A partir de dados levantados pelos Centros para Controles de Doenças, verificou-se que 30% das pessoas que apresentavam índice de massa corporal (IMC) classificado como sobrepeso, obeso de grau 1 ou maior não usavam cinto de segurança. Essa proporção aumenta para 20% quando falamos da população geral.  A análise mostrou que, quanto maior o IMC da pessoa, menos ela usará o dispositivo de segurança. No caso de obesos extremos, por exemplo, 55% dos indivíduos não usam cinto de segurança. O resultado independe de fatores como gênero, raça ou leis estaduais que obriguem o uso do dispositivo de segurança.  "Vimos que conforme o peso aumenta, o uso do cinto de segurança diminui. Isso representa um problema de saúde pública adicional que não costuma ser associado com a obesidade", disse um dos autores do estudo, David Schlundt, da Universidade Vanderbilt. "Sabemos que a obesidade aumenta o risco de doenças cardiovasculares, de diabetes e de alguns tipos de câncer. Agora, sabemos também que ela eleva o risco de lesões ou mortes devido a acidentes automobilísticos", afirmou.  Segundo os autores do trabalho, o desconforto é o motivo do menor uso de cintos de segurança por parte dos indivíduos obesos. "É preciso que sejam feitos esforços para aumentar a consciência a respeito da necessidade de tornar disponíveis os extensores de cinto. Montadoras que não os ofereçam deveriam ser encorajadas a mudar de opinião. Soluções de engenharia, como cintos mais amplos, mais confortáveis e com maiores opções de ajustes também ajudariam a resolver o problema", disse Schlundt. Estimativas apontam que o uso de cinto de segurança diminui em pelo menos 50% o risco de mortes ou acidentes automobilísticos graves. A pesquisa também ressaltou o problema da obesidade nos Estados Unidos: quase 60% dos participantes nos questionários foram classificados com sobrepeso ou obesidade. "Esperamos que os resultados da pesquisa contribuam para ajudar na promoção de campanhas de conscientização que encorajem as pessoas a usar cintos de segurança e que recursos adicionais, como extensores de cintos, tornem-se mais freqüentes", destacou.

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