Observação de quase 100 horas releva galáxias jovens

A técnica de exposição extremamente longa permitiu aos cientistas ver imagens de 11 bilhões de anos atrás

Associated Press,

28 de novembro de 2007 | 19h27

Galáxias jovens, tão tênues que cientistas tiveram de lutar para provar que existiam, foram observadas por uma combinação de dois dos mais potentes  telescópios do mundo para um único trecho do céu por um total combinado de quase 100 horas.   Um grupo internacional de pesquisadores identificou 27 fragmentos pré-galácticos, apelidados de "galáxias adolescentes". A descoberta deverá ajudar a entendera evolução ad Via-Láctea.   O cientista Martin  Haehnelt, da Universidade de Cambridge, explica que sua equipe usou o Very Large Telescope do Observatório Meridional Europeu e o Telescópio Gemini, no Chile, para monitorar uma seção do universo por 92 horas, ou 12 noites inteiras.   "O processo foi um pouco como tirar uma fotografia deixando o obturador aberto um bom tempo", disse ele.   A luz precisa de tempo para cruzar o espaço, e telescópios potentes podem captar luz vinda do passado remoto. Neste caso, a técnica de exposição extremamente longa permitiu aos cientistas ver imagens de 11 bilhões de anos atrás, ou dois bilhões de anos após o Big Bang.   Cientistas dizem que se trata de uma descoberta sem precedentes. "Esta é a primeira vez que fomos fundo o bastante para detectar os primeiros pedaços de galáxias", disse Richard McMahon, um astrônomo de Cambridge que não tomou parte no trabalho.   Os aglomerados descobertos reforçam a teoria de que as galáxias se formaram aos pedaços, e não de uma só vez, disse o cosmologista Carlos Frenk, da Universidade Durham, que também não tomou parte no esforço do grupo de  Haehnelt.   O trabalho completo será publicado na edição de março de 2008 do Astrophysical Journal.

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