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Observações do Hubble revelam superaquecimento nos primórdios do Universo

Telescópio detectou efeito da radiação dos quasares há 11,3 bilhões de anos

estadão.com.br, estadão.com.br

07 Outubro 2010 | 16h35

Durante um período de aquecimento universal há 11 bilhões de anos, quasares - o núcleo brilhante de galáxias ativas - produziram jatos de radiação que atrofiaram, o desenvolvimento de algumas galáxias anãs por aproximadamente 500 milhões de anos.

 

A conclusão está sendo apresentada por um grupo de cientistas que utilizou o Telescópio Espacial Hubble para sondar o Universo remoto. Os resultados aprecem na edição de 10 de outubro do Astrophysical Journal.

 

Os astrônomos identificaram essa era, de 11,7 a 11,3 bilhões de anos atrás, quando a luz ultravioleta das galáxias ativas arrancou elétrons de átomos de hélio. Esse processo, conhecido como ionização, aqueceu o hélio intergaláctico de 10.000º C a 22.000º C. Isso impediu que o gás se aglomerasse para dar origem a novas gerações de estrelas em algumas galáxias menores.

 

Michael Shull, da Universidade do Colorado-Boulder, e sua equipe estudaram o espectro da luz ultravioleta produzida por um quasar e encontraram sinais de hélio ionizado.

 

O Universo passou por uma fase quente inicial há mais de 13 bilhões de anos, quando a energia das primeiras estrelas ionizou o hidrogênio interestelar criado no Big Bang. Essa época é chamada de reionozação, porque os núcleos de hidrogênio encontravam-se ionizados imediatamente depois do Big Bang.

 

O Hubble determinou que foram necessários mais dois bilhões de anos antes que o Universo produzisse radiação suficiente para reionizar também o hélio primordial. Essa radiação não veio de estrelas, mas de gigantescos buracos negros.

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