Oito estados não instalaram controle de infecção hospitalar

O trabalho de coordenação é essencial para ordenar dados e indicar medidas para redução da incidência

Lígia Formenti, Agência Estado

12 de maio de 2008 | 19h52

Oito Estados no Brasil não instalaram ainda uma coordenação para nortear ações de combate e controle de infecção hospitalar. O trabalho, essencial para ordenar dados, orientar e indicar medidas que permitam a redução da incidência das infecções provocadas durante a internação, não é feito em Santa Catarina, Acre, Roraima, Amapá, Amazonas Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte. O Ceará também integrava esta lista, mas semana passada, estreou sua coordenação. "Há ainda grande falha de dados. Cerca de 80% dos hospitais têm comissão de controle de infecção hospitalar. Mas nem em todos os locais a informação é confiável", afirmou o gerente de investigação e prevenção de infecção e eventos adversos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Queiroz Santi. Para tentar melhorar dados, a Anvisa estuda mudanças na legislação. A idéia é condicionar a liberação e renovação de licença de serviços médicos à existência de comissões de investigação e controle de infecção hospitalar. "Atualmente, muitos serviços contam com essas comissões instaladas, mas apenas no papel", afirma Santi. As novas regras deverão ser discutidas nesta semana, durante o Seminário Nacional de Prevenção e Controle de Infecções em Serviços de Saúde. Além do reforço na legislação, a Anvisa prepara uma análise da rede e metas para cada região. "É esperado que, em locais onde são atendidos pacientes de maior gravidade, onde cirurgias grandes são realizadas, o número de infecção hospitalar seja um pouco maior."

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