Tiago Queiroz/Estadão
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Ômicron: Primeiro caso da variante é registrado no interior paulista, em Limeira

Esse é o quinto caso de Ômicron confirmado no Estado. Todos os pacientes tinham vacinação completa e ficaram assintomáticos ou apresentaram sintomas leves

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 10h35

SOROCABA - O primeiro caso da variante Ômicron no interior de São Paulo foi confirmado neste domingo, 12, pela Secretaria da Saúde do Estado. A paciente, uma mulher de 40 anos, reside em Limeira e pode ter adquirido a nova cepa em viagem à África do Sul e à França, em novembro. Conforme a pasta, a paciente está com a vacinação completa contra a covid-19 e apresentou sintomas leves, como dor de cabeça, tosse e secreção nasal.

A mulher está sob monitoramento da Vigilância Municipal, em isolamento domiciliar e sem contato com o marido e o filho. Os dois já tiveram resultado negativo para o exame de PCR. Conforme a secretaria, a paciente teve diagnóstico positivo para covid-19 no dia 3 de dezembro, após realizar um teste de antígeno. A nova variante foi detectada durante sequenciamento genético de amostra, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz.

Esse é o quinto caso de Ômicron confirmado em São Paulo. Todos os pacientes tinham vacinação completa e foram assintomáticos ou apresentaram sintomas leves. Ainda segundo a pasta, os cinco casos confirmados até agora evidenciam manifestação branda da covid-19, o que pode estar associado ao fato de todos terem completado o esquema vacinal, com dose única ou duas doses do imunizante. 

Em todo o Estado, 3,4 milhões de pessoas não compareceram para receber a segunda dose e, por isso, podem estar mais vulneráveis à covid-19 e à variante Ômicron.

A Secretaria de Saúde de Limeira informou que já investigava o caso de suspeita da variante Ômicron desde que a mulher retornou da viagem, no dia 1º de dezembro, apresentando sintomas de sinusite, com tosse e dor de cabeça. 

Antes de embarcar, ela havia testado negativo para a covid-19. Após a chegada, ela procurou um especialista do seu plano médico privado e fez um exame de PCR, que deu positivo para a doença. O hospital procurou a Vigilância Epidemiológica que orientou pela repetição do exame, que foi encaminhado para o Adolfo Lutz para sequenciamento  genético, com a confirmação da variante.

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