REUTERS/Siphiwe Sibeko - 29/11/2921
REUTERS/Siphiwe Sibeko - 29/11/2921

Ômicron reduz níveis de anticorpos gerados por duas doses das vacinas, diz estudo de Oxford

Resultado indica proteção menor da Pfizer e da AstraZeneca por causa da variante, e pesquisador sugere adoção do reforço; sinais até agora é de que a nova cepa tem causado infecções leves

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 23h10

As vacinas da Pfizer e da AstraZeneca induzem menos anticorpos neutralizantes contra a Ômicron do que contra outras variantes do novo coronavírus, revelou estudo publicado nesta segunda-feira, 13, no Reino Unido. O trabalho, elaborado pela Universidade de Oxford, indica que, embora não haja provas de que a Ômicron apresente maior risco de doença grave ou morte, a menor eficácia das vacinas deixa mais provável "um aumento das infecções entre pessoas que já passaram pelo vírus e entre os vacinados".

Com isso, os pesquisadores envolvidos defendem que doses de reforço podem ser importantes para evitar infecções pela nova cepa, cujo risco de contágio é maior, conforme pesquisas preliminares. Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram amostras de sangue de voluntários, vacinados com o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Também foi testado o produto da Pfizer em parceria com a BioNTech.

Os resultados mostram que, diante da Ômicron, há "queda substancial" do nível gerado de anticorpos neutralizantes - os anticorpos que se unem a um vírus e interferem com sua capacidade de infectar uma célula. Gavin Screaton, principal autor do estudo, afirma que "estes dados serão de ajuda para aqueles que estejam desenvolvendo vacinas e estratégias de vacinação".

A neutralização de anticorpos é apenas uma frente do sistema imune, e os cientistas estão pesquisando como as chamadas células T respondem à variante, com informações esperadas para as próximas semanas. As amostras de sangue foram coletadas de voluntários que participam de estudo sobre a mistura de diferentes imunizantes e as variações de eficácia entre os diferentes intervalos entre uma dose e outra. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.