Reuters/Amanda Perobelli
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OMS afirma estar satisfeita com protocolo de segurança dos desenvolvedores da vacina de Oxford

Declaração da entidade é feita após a suspensão dos testes por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2020 | 17h37

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira, 9, estar satisfeita com o protocolo de segurança dos desenvolvedores da vacina de Oxford e AstraZeneca contra a covid-19. “Estamos satisfeitos em ver os desenvolvedores da vacina se certificando de que há integridade científica dos ensaios clínicos ao observar os protocolos padrões e as regras para desenvolvimento de vacinas."

A declaração da entidade foi feita após a suspensão dos testes dessa vacina na tarde da última terça-feira, 8, por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido. Segundo a farmacêutica AstraZeneca, a interrupção é uma ação padrão que deve acontecer sempre que surge uma doença inexplicável em um dos participantes e que, ao realizar procedimento de revisão nos testes, foi decidido de maneira voluntária pausar a vacinação "para permitir a revisão dos dados de segurança por um comitê independente". 

Em nota, a OMS também destacou que a segurança é o principal requisito que deve nortear os ensaios clínicos para se encontrar uma vacina. “Quando uma doença potencialmente inexplicável surge em um participante do estudo, que pode ou não estar relacionada à vacina em teste, a prática rigorosa é investigar.”

A organização disse inclusive que as suspensões temporárias de ensaios clínicos de vacinas não são tão incomuns e que a interrupção dura o tempo necessário para avaliar a situação.

Brasil aposta na vacina de Oxford para imunizar a população

Os testes da vacina de Oxford e AstraZeneca são os que estão em estágio mais avançado no mundo. E os pesquisadores esperavam ter resultados parciais da fase, a última antes da comercialização, ainda em outubro. 

Essa vacina, que também estava sendo testada no Brasil, é a principal aposta do Ministério da Saúde para imunizar a população. O País tem um acordo com a farmacêutica que garante acesso a 100 milhões de doses, das quais 30 milhões seriam entregues entre dezembro e janeiro e 70 milhões, ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. 

A decisão do laboratório britânico ocorreu no dia em que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que em "janeiro a gente começa a vacinar todo mundo". O governo federal abriu crédito de cerca de R$ 2 bilhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha a vacina. / Com EFE

 

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