OMS ainda não eleva alerta de gripe suína ao nível máximo

Alguns países querem mudar o critério de definição de pandemia, para evitar repercussões econômicas

Associated Press,

18 Maio 2009 | 13h20

A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse que, por enquanto, não haverá elevação do alerta de pandemia para a gripe suína. Ao mesmo tempo, Reino Unido, China, Japão e outros países pediram uma mudança nos critérios que norteiam a escala de risco. Atualmente, o mundo encontra-se em alerta de frase 5, um abaixo do nível que representa uma pandemia em andamento.

 

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A diretora disse que a gripe suína está em "um período de  graça". Pelos critérios atuais, considera-se que há uma pandemia quando uma doença de dissemina de modo sustentado em duas ou mais regiões do mundo.

 

Chan disse que o perigo, agora, é de que o vírus H1N1, causador da doença, venha a se mesclar a outras variedades e assuma uma forma mais perigosa.  Ela disse ainda que vários governos pediram à OMS que mude a forma de determinar a presença de uma pandemia, levando em conta a letalidade da doença, e não sua disseminação.

 

O debate teve início logo que a OMS abriu sua reunião anual de cinco dias, da qual participam especialistas em saúde pública de 193 países.

 

A OMS decidirá se declara um alerta de fase 6 e se pede às empresas farmacêuticas que comecem a fabricar uma vacina específica para a gripe suína.

 

O sistema atual de fases de pandemia da OMS se concentra no ritmo de disseminação da doença, não em sua gravidade. Alguns países não querem que a OMS declare que existe uma pandemia de gripe suína em curso, por conta do custo econômico e político da nova situação.

 

 

Pelo critério atual, a taxa de disseminação da doença fora da América do Norte é o fator chave para a determinação da fase de alerta.

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