Salvatore Di Nolfi/ EFE
Salvatore Di Nolfi/ EFE

OMS anuncia distribuição de 120 milhões de testes rápidos de covid-19 a países pobres

Diretor da entidade diz que testes são mais ágeis e fornecem resultados em até 30 minutos

Larissa Gaspar, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2020 | 16h28

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira, 28, que irá distribuir 120 milhões de testes de diagnóstico rápido de coronavírus para países de renda média e baixa. Em coletiva realizada em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que esse novo teste fornece resultado em um período de 15 a 30 minutos.

"Os novos testes serão importantes para garantir o acesso às áreas remotas e descentralizar a saúde. Nossa intenção é de que os preços diminuam ainda mais e que sejam mais ágeis. Quanto mais rápido sair o diagnóstico, mais rápido poderemos isolar e tratar os infectados", disse. 

A diferença do teste rápido anunciado pela OMS e do PCR, que identificam a quantidade do vírus sars-coV-2, é que eles não detectam diretamente partículas virais (material genético/RNA ou antígenos) e identificam os pacientes na fase precoce da doença. "Os novos testes são tão fáceis de usar como testes de gravidez", explica a CEO da Fundação para Diagnósticos Inovadores (FIND) da OMS,  Catharina Boehme. Além disso,  os testes rápidos ajudarão em situações em que não há acesso a PCR. "Eles poderão ser usados para evitar suspeitas de surtos de transmissão e prevenir o contágio em comunidades situadas em locais fechados como casas de repouso e prisões", completa Maria Van Kerkhove, diretora técnica da OMS.

A agilidade do resultado permitirá a expansão de testes para países que não possuem capacidade extensiva ambulatorial. "Vamos continuar vivendo com a ideia da covid-19 durante o futuro próximo e temos que liberar todo potencial de diagnóstico e aproveitar a oportunidade para fortalecer nosso sistema de diagnóstico, para que seja mais integrado e responda às crises da melhor forma", reforça a Dra. Catharina. 

O diretor executivo do Global Fund reforça que o novo teste é um complemento valioso para fornecer suporte técnico para países de baixa renda e diminuir a lacuna existente entre países pobres e ricos. Atualmente, países desenvolvidos realizam 92 testes por 100 mil habitantes enquanto que em países pobres essa taxa cai para  61. "Os 120 milhões de testes são apenas uma fração do que é necessário", diz. Paralelamente, o Global Fund destinou mais de U$ 1 bilhão para apoiar países por meio do "Mecanismo de Resposta Covidp19", que é financiado pela Unicef, Banco Mundial e por recursos domésticos diversos países. 

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