OMS avalia riscos da nuvem de cinza sobre a Europa para a saúde

Entidade diz que poeira ainda está longe da superfície, mas trará problemas quando se aproximar

Efe

16 Abril 2010 | 10h30

 

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, 16, que está avaliando o perigo das cinzas que há dois dias estão sendo expelidas pelo vulcão na Islândia diante da possibilidade de serem nocivas.

 

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"Não sabemos qual pode ser o risco. Segundo as diretrizes de 2005, algumas das partículas que contêm as cinzas de um vulcão são perigosas e podem afetar os pulmões", disse em entrevista coletiva Daniel Epstein, porta-voz da OMS. "Sabemos que são potencialmente nocivas, mas devemos analisar a situação com maior profundidade", explicou Epstein.

 

Epstein ponderou, no entanto, que as cinzas estão muito altas na atmosfera e que não devem representar consequências nocivas enquanto se mantiverem nesta altitude. Quando estiverem próximas da terra, as pessoas que sofrem de asma ou doenças respiratórias podem sentir sintomas como falta de ar, por isso que devem ficar em casa, indicou o porta-voz.

 

O vulcão da geleira Eyjafjallajoekull iniciou suas atividades de erupção na quarta-feira, expelindo uma nuvem de cinzas que já passa dos 10 quilômetros de altura. A poeira se espalhou por todo o território do norte e do oeste da Europa, causando o fechamento de todo o espaço aéreo de nove países - Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Estônia - e de parte de outros três - França, Alemanha e Polônia.

 

Segundo a agência de controle aéreo da Europa, a Eurocontrol, mais de 17 mil voos já foram cancelados e o número de passageiros afetados passa dos 1,3 milhão. Especialistas dizem que as atividades vulcânicas estão se intensificando, mas a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) emitiu comunicado anunciando que não há como prever a expansão da nuvem de cinzas.

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