Reuters/Dado Ruvic
Reuters/Dado Ruvic

OMS concede primeira aprovação emergencial à vacina da Pfizer/BioNTech

Medida facilita acesso universal ao imunizante e sua distribuição em outros países

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 18h40

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu nesta quinta-feira, 31, a primeira aprovação emergencial para uma vacina desde o início da pandemia do coronavírus, ao imunizante desenvolvido pelo Pfizer e pela BioNTech. "É um passo muito positivo para garantir o acesso universal às vacinas contra a covid-19", afirmou Mariangela Simão, diretora responsável pelo acesso a medicamentos da OMS, segundo o comunicado.

O procedimento, que pode ser utilizado pela OMS em caso de emergência sanitária, permite que países que não dispõem de meios para determinar rapidamente a eficácia e segurança de um medicamento tenham acesso mais rápido aos tratamentos. Ele também facilita com que a Unicef, responsável por grande parte da logística de distribuição da vacina em todo o mundo, e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) comprem a vacina para distribuição em países pobres, segundo a notícia.

No entanto, Simão enfatizou que "um esforço ainda maior é necessário para garantir que doses suficientes de vacinas estejam disponíveis para atender às necessidades das populações prioritárias em todo o mundo". 

A vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech já vem sendo usada há várias semanas no Reino Unido, mas também na União Europeia, Estados Unidos e Suíça, entre outros países. Milhões de pessoas já foram vacinadas com o imunizante, que requer temperatura de armazenamento em torno de -80º Cº, o que dificulta sua distribuição.

De acordo com a Pfizer, os testes da fase 3 apontaram que a vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech apresentou 95% de eficácia contra o coronavírus, sem efeitos colaterais graves. 

Negociações com Brasil continuam

Na segunda-feira, 28, a Pfizer emitiu uma nota em que afirmava ter desistido de pedir o registro emergencial da vacina no Brasil, devido aos dados até então exigidos pela Anvisa, como taxa de eficácia específica na população brasileira.

Um dia depois, a agência mudou suas regras para a autorização emergencial, retirando dois itens da lista: o cronograma de disponibilização do imunizante no País e a quantidade exstente do produto. Na quarta, 30, a representantes da farmacêutica americana se encontraram com técnicos da Anvisa e a empresa recuou do seu posicionamento original, afirmando que voltou a avaliar o pedido para registro emergencial do imunizante no Brasil. / AFP

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