OMS confirma 1085 casos de gripe suína em 21 países

Aumento no total de casos reflete ritmo em que novos exames são completados, dizem autoridades

da Redação,

04 Maio 2009 | 15h46

Boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) às 15h desta segunda-feira, 4, informa que existem 1.085 casos confirmados da gripe suína provocada pelo vírus A(H1N1) no mundo, atingindo 21 países. 

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde  

 

Autoridades sanitárias advertem que a elevação no número de casos confirmados pela OMS não representa um aumento na quantidade de pessoas afetadas pela doença, e sim uma elevação no total de exames laboratoriais completados. Muitos dos casos agora confirmados já eram contados nas estatísticas nacionais dos países atingidos pela doença.

 

O México tem 590 casos confirmados em laboratório, incluindo 25 mortes. Os Estados Unidos informam 286 casos, com uma morte.

 

Os demais países que contabilizam casos confirmados - todos sem mortes - são Áustria (1), Canadá (101), Hong Kong (1), Costa Rica (1), Colômbia (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (4), Alemanha (8), Irlanda (1), Israel (4), Itália (2), Holanda (1), Nova Zelândia (6), Portugal (1), Coreia do Sul (1), Espanha (54), Suíça (1) and Reino Unido (18).

 

Brasil e hemisfério sul

 

No Brasil, o Ministério da Saúde informa 25 o número de casos suspeitos da doença, com a seguinte distribuição: Distrito Federal (2), Goiás (1), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (4), Paraná (1), Rio de Janeiro (3), Santa Catarina (1), São Paulo (10), Tocantins (2). Além disso, 60 casos foram descartados.

 

Embora os países mais duramente afetados pela doença estejam ao norte do equador, especialistas advertem que a chegada do inverno ao hemisfério sul, a partir de julho, poderá mudar esse cenário. O frio pode facilitar a disseminação do vírus e a ocorrência de mudanças genéticas que o tornariam mais contagioso ou perigoso.

 

Pandemia

 

No México, país mais duramente atingido pela epidemia, e que no fim da semana passada chegou a aconselhar o fechamento de todas as atividades públicas e privadas não essenciais, o governo agora parece acreditar num refluxo da doença. O prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, afirmou que o nível de alerta para a influenza A(H1N1) na capital mexicana foi reduzido de vermelho para laranja. Além disso, foi anunciada a reabertura dos restaurantes da cidade a partir da quarta-feira.

 

 

Em declaração dada por meio de videoconferência à Assembleia Geral das nações Unidas, a diretora da OMS, Margaret Chan, pediu que os países evitem adotar, no combate à doença, medidas de impacto econômico e social, mas que não tenham base científica.

 

Apesar de a OMS cogitar elevar seu alerta de pandemia para o nível máximo em uma escala de 1 a 6 e declarar uma epidemia mundial de gripe, o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que caso a doença se mantenha em seu patamar atual, o alerta deve ser mantido na escala 5.

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