OMS confirma 2.371 casos; previsão é que total atinja 2 bi

Diretor da organização diz que ainda é impossível prever como a doença vai evoluir, ou quantos vão morrer

da Redação,

07 Maio 2009 | 16h06

Boletim emitido nesta tarde pela Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma 2.371 casos de contaminação pelo vírus A(H1N1), causador da gripe suína, no mundo, em 24 países. Também está confirmado que 44 mortes foram provocadas pela doença.

 

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O México informa 1.112 casos da doença confirmados em laboratório, incluindo 42 mortes. Os EUA informam 896 casos, com duas mortes.

 

Os seguintes países têm casos da infecção confirmados sem laboratório, sem mortes: Áustria (1), Canadá (201),Hong Kong (China) (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (5), Alemanha (10), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (6), Itália (5), Holanda (2), Nova Zelândia (5), Polônia (1), Portugal (1), Coreia do Sul (3), Espanha (81), Suécia (1), Suíça (1) and Reino Unido (32).

A OMS só atualiza seus números depois de receber comunicados formais por escrito dos governos dos países atingidos, e por isso seus totais tendem a ficar atrás das estimativas divulgadas por autoridades locais.

 

Em entrevista coletiva concedida pela manhã, o diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, OMS alertou que o vírus da gripe suína continua se espalhando e pode chegar a infectar um terço da população mundial, mas lembrou que consumir carne de porco e seus derivados é seguro. Fukuda, lembrou que a organização insiste desde o princípio da crise, há quase duas semanas, em que "a situação evolui e não se sabe como isso vai acontecer".

 

"Estamos caminhando rumo a uma pandemia", afirmou Fukuda, para quem "uma estimativa razoável é de que um terço da população mundial será infectada". Isso significa quase dois bilhões de pessoas contaminadas pelo novo vírus da gripe, mas, de acordo com o especialista, é impossível fazer previsões por enquanto de quanta gente poderia morrer.

 

 

"Continuamos sem saber como o vírus vai evoluir. Embora a maioria dos casos seja leve até agora, isso pode mudar, e não sabemos quanta gente desenvolverá pneumonias graves, nem quantos morrerão", ressaltou Fukuda.

 

A OMS optou por manter o nível de alerta mundial de pandemia em fase 5, um estágio abaixo do nível máximo.

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