OMS divulga riscos do tabaco como medida contra pandemia

'Está comprovado que os fumantes reagem perante a informação', afirmou Departamento de Controle de Tabaco

Efe,

29 Maio 2009 | 16h00

As advertências sobre os riscos do consumo de tabaco exibidas nos maços de cigarros foi o tema escolhido este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial Sem Tabaco, a ser realizado em 31 de maio.

 

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"Está comprovado que os fumantes reagem perante a informação. Quando se aumenta o conhecimento do risco, aumenta o número de abandonos", afirmou à Agência Efe o doutor Armando Peruga, gerente do Departamento de Controle de Tabaco da OMS.

 

"Países como Brasil, Canadá, Tailândia e Cingapura que apostaram pelas imagens chocantes, frequentemente agressivas, dos efeitos do ato de fumar obtiveram resultados muito animadores", acrescentou o doutor Peruga.

 

Na última reunião de acompanhamento do Convênio Marco para o Controle do Tabaco, realizada em novembro do ano passado na cidade sul-africana de Durban, foi aprovado a guia do artigo 11 do tratado que estabelece a obrigação de colocar advertências nos pacotes de cigarro.

 

Até o momento, o Convênio - que foi aprovado em 2003 e entrou em vigor em 2005 - foi ratificado por 165 países.

 

O guia sobre advertências de saúde estabelece que pelo menos 50% das faces principais do maço de cigarro devem conter um anúncio que alerte sobre os riscos de se fumar.

 

"O surpreendente é que apesar da grande informação existente, uma grande proporção das pessoas ainda não conhece o dano provocado pelo fumo, portanto apoiamos advertências agressivas para que os fumantes fiquem conscientes dos riscos".

 

Peruga citou estatísticas que indicam que apenas entre 70% e 80% dos fumantes sabe que fumar causa câncer de pulmão; e que só um terço dos fumantes da China e África do Sul sabem que fumar é um dos causadores dos ataques de coração.

 

É por isso que a OMS promoverá que os Governos legislem sobre este extremo.

 

"Não é uma coisa fácil porque as grandes corporações se opõem, obviamente, e usam todo tipo de estratagemas para evitar o cumprimento da lei", afirmou Peruga, assinalando várias estratégias.

 

O Convênio estabeleceu que a saúde pública deve prevalecer sobre os interesses econômicos.

 

Com relação ao comércio ilícito de tabaco, muitas vezes promovido supostamente pelas próprias tabacarias, em junho próximo será realizado em Genebra a terceira rodada de negociações.

 

"As negociações andam em um bom ritmo e espero que no próximo ano elas terminem", disse Peruga.

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