OMS diz que emissões de motores diesel são cancerígenas

Cientistas dispõem de evidências suficientes para assegurar que a exposição a esse tipo de emissão está "associada a um aumento do risco de câncer de pulmão

Efe,

12 de junho de 2012 | 18h49

 A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (ARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou nesta terça-feira, 12, as emissões dos motores diesel como cancerígenas para os seres humanos.

Os cientistas dispõem de evidências suficientes para assegurar que a exposição a esse tipo de emissão está "associada a um aumento do risco de câncer de pulmão", indicou a IARC em comunicado após uma reunião de especialistas internacionais realizada em Lyon, na França.

Além disso, os pesquisadores disseram que existem "provas limitadas" de que as emissões desse tipo de motor também podem aumentar o risco de câncer de bexiga.

O presidente do grupo de trabalho da IARC, Christopher Portier, declarou que a decisão dos especialistas foi "unânime" e que "as emissões dos canos de descarga dos motores diesel causam câncer de pulmão nos humanos".

"Em função dos impactos para a saúde humana das partículas dos motores diesel, a exposição a esta mistura de produtos químicos deveria ser reduzida no mundo inteiro", alertou Portier, que indicou que o anúncio da OMS representa um "sinal forte para a saúde pública".

Os cientistas utilizaram amostras de pessoas que trabalham expostas a altos índices de emissões, mas lembraram que estudos semelhantes apontaram que os resultados obtidos com estes grupos costumam ser aplicados para o resto da população.

"Portanto, as ações para reduzir a exposição devem englobar tanto os trabalhadores como a população geral", precisou no comunicado Kurt Straif, um dos cientistas reunidos em Lyon.

O perigo da exposição às emissões não está apenas nos escapamentos dos carros, mas também em outros tipos de motores, como navios e trens a diesel, acrescentou a nota da IARC.

A diminuição das emissões deve ser feita de maneira mundial, incluindo as "populações mais vulneráveis dos países em desenvolvimento, onde seriam precisos muitos anos para que novas tecnologias e medidas de proteção sejam adotadas", acrescentou a agência.

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