OMS diz que erradicação do novo coronavírus é improvável

OMS diz que erradicação do novo coronavírus é improvável

A afirmação foi feita pelo diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 10

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2020 | 13h14

O diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta sexta-feira, 10, que é pouco provável que o novo coronavírus seja eliminado. "Mesmo em ilhas, há sempre um risco de que novos casos surjam internamente ou que sejam trazidos de fora".

Ryan abordou a questão após ressaltar os cuidados necessários depois da quarentena: reabrir de forma lenta, esperar entre fases da reabertura e ter dados que mostrem onde podem estar os problemas. "Isso era esperado. Já havíamos dito que, após a reabertura, existe risco do vírus voltar".

O diretor disse que as novas infecções começam pouco numerosas e fáceis de controlar por meio de isolamento e quarentena, mas rapidamente podem se transformar em uma pequena explosão de casos de covid-19.  "Então é necessário um sistema, de vigia e testagem, pelo qual você detecte esses pequenos focos para contê-los".

Pneumonia no Cazaquistão

A OMS declarou que está observando o Cazaquistão que, segundo a embaixada chinesa, teria um surto de um novo tipo de pneumonia, mais letal que a provocada pelo novo coronavírus.

"Nós estamos checando a qualidade dos testes que foram realizados, para nos assegurar de que não há falsos negativos entre os que tiveram esse diagnóstico. É provável que muitos desses casos sejam mesmo de covid-19, que não foram diagnosticados corretamente, mas ainda precisa ser confirmado".

Programa contra tabagismo

A OMS também anunciou, nesta sexta-feira, um programa de ajuda para fumantes largarem o cigarro. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que aqueles que fumam têm mais chances de desenvolver forma severa de covid-19.

"Fumar mata 8 milhões de pessoas por dia. Mas se fumantes precisam de mais motivação para largar o hábito, a pandemia é o incentivo para isso".

Encabeçada pela organização e pela Força-Tarefa Interagencial das Nações Unidas para Prevenção e Controle de Doenças Não-Transmissíveis, a iniciativa tem apoio de empresas farmacêuticas e organizações não-governamentais e será aplicada inicialmente na Jordânia. Nos próximos meses, se estenderá globalmente. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.