OMS diz que gripe suína já matou cerca de 800 pessoas

Entidade pede que países deixem de fazer exames em todos os suspeitos e foquem conteção do vírus

Efe e Reuters,

24 Julho 2009 | 10h40

  Quase 800 pessoas morreram até agora no mundo por causa do vírus da gripe suína, que já afeta 160 países, confirmou nesta sexta-feira, 24, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gregory Hartl.

 

Ele disse que os cientistas da OMS "não observaram, por enquanto, nenhuma mudança no comportamento do vírus", e que o principal problema é sua rápida propagação geográfica e, em alguns países, sua concentração em grupos específicos.

 

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A organização recomendou que os países parem de fazer exames de laboratório em todos os suspeitos de ter contraído o vírus, em vista das proporções da propagação da doença, e que concentrem seus recursos na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas graves.

 

Além disso, os países devem continuar informando sobre cada morte devido ao vírus A (H1N1) confirmada em laboratório. Hartl disse que, "infelizmente, é normal que quanto mais casos, mais mortes ocorram", mas descartou os temores de que o vírus tenha sofrido mutação.

 

Ele afirmou também que a veloz propagação registrada no hemisfério sul ocorre pois o vírus circula melhor em baixas temperaturas. Sobre o fato de que no hemisfério norte haja uma transmissão sustentada do vírus, apesar de estar no verão, o porta-voz disse que pode ser devido a que "ninguém tem imunidade frente a este vírus, porque é novo".

 

O maior número de casos continua sendo de adolescentes e jovens, mas não se sabe a razão. Uma das suposições indica que os primeiros focos ocorreram em estabelecimentos de ensino, ambientes onde o contágio seria mais fácil.

 

De acordo com ele, as primeiras vacinas devem levar vários meses para ficar prontas. "Esperamos que as primeiras doses fiquem disponíveis para uso humano no começo do outono do Hemisfério Norte", disse.

 

Ainda não se sabe se será necessária uma ou duas doses por pessoa, pois os testes clínicos mal começaram, acrescentou.

 

A OMS por enquanto tem promessas de dois fabricantes no sentido de produzirem 150 milhões de doses para os países em desenvolvimento.

 

A entidade negocia com outros produtores estoques que seriam destinados aos países menos desenvolvidos.

 

Hartl não citou as empresas, mas grandes produtores incluem os laboratórios Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay.

 

A OMS, agência da ONU, declarou em 11 de junho que o mundo vive uma pandemia de gripe. No Brasil, foram registradas 29 mortes pela nova gripe, segundo último balanço do Ministério da Saúde.

 

Na semana passada, a agência anunciou que se trata da pandemia com a mais rápida expansão já vista, e que se tornou inútil contabilizar cada caso.

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