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OMS diz que não há provas de eficácia da 'pílula do câncer'

Apesar da aprovação da lei no Senado, entidade não recomenda o uso da fosfoetanolamina; Anvisa não reconhece o produto

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

23 Março 2016 | 13h58

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que "não existem dados suficientes para determinar a eficiência" da fosfoetanolamina, conhecida como "pílula do câncer", para pacientes diagnosticados com tumores malignos. 

Nesta terça-feira, 22, o Senado aprovou o projeto de lei que libera o uso da "pílula do câncer", em menos de um minuto de sessão e sem qualquer debate. O texto agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. 

Ao Estado, o porta-voz da entidade, Gregory Hartl, indicou que, diante da falta de dados, "não existe qualquer tipo de recomendação por parte da OMS para que o remédio seja utilizado". "Definitivamente, não temos nenhuma recomendação neste sentido", disse. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também não reconhece o produto. Mas o texto no Senado passa a permitir a produção, importação, distribuição e prescrição da substância, "independentemente de registro sanitário, em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos".

Até a noite desta terça-feira, o Ministério da Saúde não havia se manifestado. 

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