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OMS diz que teve cautela para declarar pandemia da gripe suína

Criticada por supostamente ter criado pânico desnecessário, OMS afirma que 'esperou mais do que devia'

Efe

14 Abril 2010 | 14h50

O Comitê de Emergência que assessorou à diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, para declarar a pandemia de gripe A foi cauteloso e esperou inclusive mais do que o necessário, segundo seu presidente.

 

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"Esperamos muito mais do que devíamos, anteriormente não havia não só indicações, mas provas epidemiológicas, mas esperamos até que houve transmissão sustentada em mais de três regiões para determinar que se podia declarar a pandemia", assinalou nesta quarta-feira, 14, o presidente do Comitê de Emergência da OMS, John Makenzie.

 

Convocado pela diretora-geral da OMS a cada vez que considera necessário, o comitê faz recomendações, mas a decisão cabe a Chan.

 

Revisão da gestão

 

Um Comitê de Revisão de 29 especialistas estudou durante três dias a gestão que a OMS fez da pandemia do vírus H1N1, conhecido como gripe A, aparecido há um ano.

 

A gestão da OMS com esta pandemia foi questionada o que gerou acusação de ter motivado pânico desnecessário que levou aos Governos a fazer uma despesa excessiva em vacinas que não foram utilizadas.

 

O Comitê de Revisão recebeu nesta quarta-feira Makenzie, quem tentou justificar as decisões do grupo que preside após a aparição do novo vírus.

 

Makenzie assinalou que a primeira vez que o grupo se reuniu para debater sobre o H1N1 foi em 25 de abril, e três dias depois, em outra reunião virtual, o Comitê decidiu estabelecer imediatamente a existência de uma emergência sanitária a escala mundial "porque se davam todos os indicadores".

 

Em instância posterior, em 29 de abril, sugeriram subir da fase 4 de emergência epidêmica à 5 "porque havia transmissão sustentada em duas regiões da OMS" e, posteriormente, o 11 de junho, decidiram recomendar a declaração de pandemia de forma inequívoca.

 

Pandemia

 

Perguntado se levou em conta o critério de gravidade na decisão de declarar a pandemia, Makenzie respondeu que as Regulações Sanitárias Internacionais, aprovadas pela Assembleia Geral da OMS, não consideram este aspecto como detonante para estabelecer uma pandemia, por isso que o grupo se limitou a seguir o procedimento. "Não se pode mudar de critério no meio do caminho", afirmou.

 

Keiji Fukuda, assessor especial da diretora geral para gripe pandêmica, acrescentou neste ponto que a complexidade para determinar a gravidade impede que seja um elemento definitório. "O vírus pode ter efeitos leves e posteriormente causar graves transtornos e ao contrário, portanto não podemos contar com o indicador de gravidade".

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