OMS diz que vacina contra gripe suína é segura

Orgão defende vacinação em massa como melhor forma de combater a pandemia

06 de outubro de 2009 | 18h28

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje que a vacina contra a nova gripe, já utilizada em alguns países, é "segura", apesar de alguns efeitos colaterais "leves".

 

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O porta-voz da OMS, Gregory Hartl, disse, em entrevista coletiva, que na China - onde 39 mil pessoas já foram vacinadas - só houve efeitos colaterais em quatro casos, e todos eles leves, como dores de cabeça e cãibras musculares.

 

"É normal que, quando há uma vacinação em massa, possamos esperar efeitos colaterais, mas é importante lembrar que as vacinas que já foram aprovadas, têm sido usadas há anos na formulação da vacina sazonal e se mostraram entre as mais seguras que existem", disse.

 

Questionado sobre se a OMS preocupava-se com as notícias de que algumas pessoas relutavam em ser imunizadas, Hartl disse: "Certamente temos observado relatos. Mais uma vez, reiteramos que o instrumento mais importante que temos para combater essa pandemia é a vacina."

 

O porta-voz acrescentou que é fundamental que os trabalhadores da área da saúde sejam vacinados, para proteger tanto eles próprios como as pessoas que atendem.

 

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou em junho que o vírus H1N1 estava causando uma pandemia de influenza. Os laboratórios colaboradores da agência forneceram então vírus semente aos laboratórios farmacêuticos de todo o mundo para o desenvolvimento de vacinas.

 

A GlaxoSmithKline recebeu mais 22 encomendas governamentais para sua vacina contra a gripe suína H1N1 nos últimos dois meses, o que elevou o número total de doses encomendadas para 440 milhões, no valor de cerca de 3,5 bilhões de dólares.

 

Entre as suas concorrentes na fabricação da vacina estão Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, AstraZeneca e CSL.

 

CHILE

 

Após as afirmações da OMS,o Governo chileno decidiu que vai adquirir 3 milhões de vacinas contra a nova gripe. A inteção é proteger a partir de março de 2010 os grupos mais vulneráveis da população, frente ao inverno do próximo ano.

 

Os grupos que receberão a vacina em primeiro lugar serão os trabalhadores da saúde, as grávidas, os doentes crônicos e as crianças de 6 meses à 4 anos, disse a subsecretária da Saúde chilena, Jeanette Vega.

 

A vacina será administrada em uma só dose e terá um preço aproximado de US$ 7 por unidade.

 

Vega explicou que o Governo vai garantir as doses necessárias para proteger esses grupos vulneráveis, mas afirmou que, caso a vacina também seja vendida em farmácias, seu custo não será coberto pelo Estado.

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