Frederick Florin/AFP
Frederick Florin/AFP

OMS envia especialistas a Mali após diagnóstico de 1º caso de Ebola

Equipes avaliam doença no país, que faz fronteira com Guiné, onde há 1,5 mil infectados; UE aumenta ajuda para 1 bilhão de euros

O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2014 | 09h35

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) está enviando especialistas a Mali, país africano que detectou seu primeiro caso de Ebola nesta quinta-feira, 23. Autoridades confirmaram que uma menina de dois anos de idade está infectada, o que torna Mali o sexto país do continente a ser atingido pela doença. 

Uma equipe de três especialistas da OMS estará em Mali para avaliar os sistemas de saúde do país e a condições da infecção; quatro outros profissionais serão enviados nos próximos dias. No total, 43 pessoas estão sendo monitoradas por terem mantido contato com a menina, incluindo 10 trabalhadores de saúde.

Mali tem uma população de 15 milhões de pessoas e também está localizada na parte ocidental do continente africano, fazendo fronteira com Guiné, o terceiro país com maior número de infectados. 

O vírus também parece avançar nos Estados Unidos, onde o quarto caso foi diagnosticado nesta quinta-feira. Trata-se de um médico que trabalhou com pacientes do vírus em Guiné.

Apesar disso, especialistas destacaram que há uma "epidemia do medo" e não de Ebola no continente americano. A possibilidade de uma epidemia significativa de Ebola nos Estados Unidos é remota, segundo uma alta funcionária de Saúde e Serviços Humanos (HHS) que está garantindo a autoridades que as agências do governo estão preparadas para qualquer situação.

Os comentários da médica Nicole Lurie, adjunta da Secretaria da HHS para preparação e resposta, foram preparados para a audiência do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo, que acontecerá na tarde desta sexta-feira, 24.

"O Ebola é uma doença perigosa, mas não há motivos para pânico", disse Nicole. "Há uma epidemia de medo, não de Ebola, nos Estados Unidos", completou. 

O comunicado de Lurie foi escrito antes da confirmação do quarto caso de infecção pelo vírus nos Estados Unidos - um médico em Nova York que havia atendido pacientes com a doença em Guiné. 

Os republicanos têm pedido para que se proíba a viagem e que se ponha em quarentena quem chegue de países como Libéria, Serra Leoa e Guiné, que possuem altos índices de infecção e mortes pelo vírus. O governo Obama tem resistido a tomar medidas além dos exames em passageiros.

Ajuda. A União Europeia aumentará para 1 bilhão de euros sua ajuda para combater o Ebola nos países mais atingidos pela doença na África Ocidental, informou nesta sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Desse modo, os Estados membros da UE aderiram à proposta do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de aumentar o auxílio financeiro para combater o Ebola. Antes, a ajuda prometida se limitava a 500 milhões de euros.

Já o bilionário Paulo G. Allen informou nesta quinta-feira que doará U$ 100 milhões para a luta contra o Ebola, que já deixou mais de 4,8 mil pessoas mortas na África Ocidental.

O montante é quase quatro vezes maior do que Allen havia anunciado anteriormente de doar U$ 26 milhões para organizações sem fins lucrativos e agências do governo, como o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), o que o torna um dos maiores doadores individuais na crise da doença.

"A natureza de crescimento exponencial da doença é realmente um desafio", disse Allen./AP, EFE E REUTERS

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