OMS: gripe A aumenta risco de morte fetal e aborto espontâneo

Organização Mundial da Saúde também alertou que as grávidas têm um risco mais alto de contrair a doença

Efe,

31 Julho 2009 | 14h52

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira, 31, citando um estudo americano, que a infecção do vírus da gripe suína aumenta o risco de morte fetal ou aborto espontâneo em mulheres grávidas. O estudo constatou que, em vários países, as grávidas têm um risco mais alto de contrair a nova gripe e, em caso de contágio, têm maior probabilidade de desenvolver quadros severos e inclusive fatais. Além disso, o estudo constata que as grávidas que contraírem o vírus têm um risco mais alto de aborto espontâneo ou que seu feto morra.

 

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Também, a OMS alertou que as grávidas têm um risco mais alto de contrair a gripe, por isso que devem aumentar os mecanismos de precaução e consultar imediatamente um médico após notar os primeiros sintomas. "As grávidas têm mais risco de contrair a gripe em geral, e como a nova gripe afeta mais aos jovens, e as grávidas tendem a ser jovens, têm mais risco de contraí-la", assinalou hoje em entrevista coletiva a porta-voz da OMS Aphaluck Bhatiasevi.

 

Por isso, a organização aponta que as grávidas devem estar especialmente alertas aos sintomas e que, se os notarem, devem consultar um médico. Além disso, a OMS deixa claro que apoia a prescrição de antivirais para as grávidas, com um estrito controle médico.

 

A OMS assinala, além disso, que assim que a vacina contra a gripe estiver pronta, as grávidas devem ser um dos primeiros grupos a ser vacinados. Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

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