REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
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OMS lista indicações para países que planejam abandonar quarentena

Diretor geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus não mencionou um protocolo específico, mas listou seis pontos que devem ser levados em consideração para a transição

Renato Vasconcelos, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 14h33

O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira, 10, que a organização já começa a trabalhar junto com países que se preparam para deixar as medidas de quarentena. O diretor não mencionou nenhum protocolo específico, mas listou seis pilares que devem ser observados pelos líderes mundiais antes da iniciar a transição.

“Eu sei que alguns países já estão planejando uma transição para abandonar a quarentena. A OMS quer ver o fim das restrições tanto quanto qualquer um, mas, ao mesmo tempo, retirar as restrições muito rápido pode levar a um ressurgimento mortal (da pandemia). A saída pode ser tão perigosa quanto à entrada se não for gerenciada adequadamente”, disse Adhanom.

Seis critérios devem ser observados pelos países antes de tomar a decisão de encerrar a quarentena, segundo o diretor. É necessário ter a transmissão da doença sob controle no país; estar com os serviços de saúde em funcionamento e disponíveis; minimizar os riscos de surto em locais de internação; adoção massiva de medidas preventivas em locais de trabalho, escolas e outros locais essenciais; estar apto a administrar casos que venham a ser importados; e manter a comunidade completamente informada e engajada durante a transição.

“Eu não poderia ser mais enfático sobre isso”, afirmou Tedros antes de pontuar o último item. E completou: “Cada pessoa tem, individualmente, um papel importante durante essa pandemia.”

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, realizada por videoconferência, transmitida desde Genebra, na Suíça. Durante o discurso inicial dirigido aos jornalistas, o diretor também comentou sobre a criação de uma rede de distribuição de materiais médicos para os países mais necessitados, em esforço conjunto com o Programa Alimentar Mundial da ONU (WFO).

O sistema de distribuição vai ter bases em 7 países :Bélgica, China, Etiopia, Gana, Malásia, Panamá e Emirados Árabes Unidos. A estimativa do diretor é que a distribuição consiga suprir cerca de 30 % das necessidades mundiais durante a fase aguda da pandemia. Serão enviados materiais de proteção individuais para médicos, como luvas e máscaras, respiradores e oxigênio. 

A WFP estima que o gasto será de aproximadamente US$ 2,8 bilhões para cobrir os custos operacionais do sistema. “O custo para adquirir os suprimentos será muito maior”, pontuou o diretor.

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