OMS mantém alerta da gripe suína em fase cinco

Diretor assistente afirmou a jornalistas que era cedo demais para dizer se a situação vai se estabilizar

Reuters

11 Maio 2009 | 12h52

O novo vírus H1N1 não apresenta sinais de transmissão sustentada entre pessoas fora da América do Norte, onde a doença começou, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira, 11.

 

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Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS, também afirmou a jornalistas que era cedo demais para dizer se a situação vai se estabilizar ou se o vírus pode causar uma pandemia.

 

"Continuamos na fase 5", disse Fukuda, referindo-se ao nível de alerta de pandemia da OMS, numa escala que vai até 6. "Ainda é uma situação confusa."

 

 

Vários países ao redor do mundo reportaram casos da doença, que ficou conhecida como gripe suína. Ao menos 56 pessoas morreram no México, e EUA, Canadá e Costa Rica também já confirmaram mortes causadas pelo vírus.

 

Se houver evidências da disseminação do vírus entre pessoas em comunidades fora da América do Norte, a diretora-geral da OMS, Margarte Chan, pode declarar o alerta máximo de pandemia.

 

Fukuda defendeu o constante fornecimento de informação pela OMS sobre o surto, que alguns críticos afirmam que causou pânico e preocupação desnecessários.

 

Ele afirmou ainda que não há possibilidade de a OMS publicar uma avaliação científica sobre a questão de a doença ser severa ou leve, pois ela está em constante mutação. "Nós sabemos que estamos vendo as coisas mudarem praticamente todos os dias", disse Fukuda.

 

"Isso está se desenvolvendo. Ainda está acontecendo e nós ainda estamos avaliando - estamos avaliando as características clínicas, a epidemiologia e o modo como se espalha. Nós vamos continuar a avaliar qual o impacto sobre as pessoas e sobre os países."

 

Diferentes pessoas e diferentes países tiveram diferentes percepções do que tornava a doença severa, disse.

 

"Não é somente uma questão do quanto as pessoas estão morrendo, mas quantas pessoas desenvolvem diferentes efeitos da doença que podem ser considerados severos", afirmou Fukuda.

 

Especialistas e governos tiraram lições de casos de gripe aviária e SARS, disse. "A chave para ficar o melhor possível é estar o melhor preparado possível."

 

É impossível prever como a doença - que já infectou 4.694 pessoas, matando 53 delas, segundo a OMS - vai se desenvolver.

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