OMS passa a considerar cama de bronzeamento cancerígena

Número de casos de melanoma entre jovens cresce junto com a popularização do aparelho, diz estudo

Associated Press,

28 Julho 2009 | 20h00

Especialistas internacionais em câncer levaram as camas de bronzeamento artificial e a radiação ultravioleta para categoria máxima de risco de câncer, colocando-as no mesmo nível do gás mostarda e do arsênico.

 

Há anos que os aparelhos de bronzeamento com lâmpadas e a radiação eram considerados "prováveis cancerígenos". Agora, uma análise de 20 estudos conclui que o risco de câncer de pele aumenta 75% quando a pessoa começa a usar as camas de lâmpadas de bronzeamento antes dos 30 anos.

 

Especialistas também detectaram que todos os tipos de raio ultravioleta causam mutações preocupantes em camundongos. Anteriormente, acreditava-se que apenas um tipo de raio ultravioleta seria perigoso.

 

A nova classificação significa que os aparelhos e a radiação são causas definidas de câncer, ao lado do tabaco, do vírus da hepatite B e outros cancerígenos notórios.

 

A pesquisa será publicada pela revista médica The Lancet Oncology nesta quarta-feira, por cientistas da Agência Internacional de Pesquisas de Câncer de Lyon, o braço de oncologia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

"As pessoas precisam ser lembradas do perigo dos leitos de bronzeamento", disse um dos cientistas, Vincent Cogliano.

 

A maioria das luzes usadas nas camas produz principalmente radiação ultravioleta, que causa câncer de pele e nos olhos, segundo a agência.

 

A classificação das camas de bronzeamento como cancerígenas foi contestada pela executiva-chefe da Sunbed Association, um sindicato de fabricantes e operadores desses equipamentos, Kathy Banks. Ela diz que não há prova de que o "uso responsável" das camas cause câncer.

 

Mas, à medida que o uso das camas veio aumentando entre menores de 30, os médicos passaram a observar uma elevação dos casos de câncer de pele. No Reino Unido, o melanoma, a forma mais perigosa de câncer de pele, já é o tumor mais diagnosticado entre mulheres na faixa dos 20 anos.

 

Normalmente, a taxa de câncer de pele atinge o máximo a partir dos 75 anos.

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