OMS pede ajuda ao Brasil para conter ritmo de contágio

Organização indica que os casos de transmissão no Brasil seguem as características da doença no mundo

Jamil Chade, da Agência Estado,

10 Maio 2009 | 18h03

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que as autoridades brasileiras identifiquem todas as pessoas que mantiveram contatos com as vítimas da gripe suína. O objetivo seria o de evitar que os casos importados acabem gerando transmissões em uma quantidade suficiente que se possa já declarar que há um surto local. O grande esforço hoje da OMS é garantir que novos surtos pelo mundo não apareçam e, assim, evitar a declaração de uma pandemia.

 

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Por enquanto, a OMS aponta que os casos registrados no Brasil e as eventuais transmissões identificadas entre membros de uma mesma família não são ainda características suficientes para definir que existe um surto da gripe no País.

 

O principal porta-voz da entidade de Saúde da ONU, Thomas Abraham, indica que os casos de transmissão no Brasil seguem as características da doença no mundo. "O padrão de transmissão no Brasil é o mesmo que estamos vendo em outros países, onde viajantes estão passando a infecção para pessoas que mantêm contatos próximos com eles", afirmou Abraham.

 

 Segundo ele, a eventual transmissão de casos no Brasil é mais um sinal de que o vírus H1N1 é de fácil contágio. "O que sabemos e estamos vendo de novo, no caso do Brasil, é que a gripe é uma doença facilmente transmissível", disse.

 

Entre as medidas sugeridas pela OMS ao Brasil está a identificação de todas as pessoas que mantiveram contato próximo com as pessoas infectadas. O monitoramento de casos também é recomendado.

 

Por enquanto, Thomas Abraham deixa claro que a transmissão entre membros de uma família não constitui o que a OMS chama de "transmissão sustentável". Isso seria o caso da eventualidade de que os pacientes acabassem transmitindo a doença para toda uma vizinhança.

 

O surgimento de novos surtos fora dos Estados Unidos e México é hoje a maior preocupação da OMS. Se isso ocorrer, a entidade poderá ter de declarar uma pandemia.

 

A OMS, porém, deixou claro que as medidas nos aeroportos no Brasil podem, na melhor da hipóteses, frear o ritmo de contágio do vírus no País. "Mas conter não está mais entre as possibilidades, em nenhum lugar do mundo", afirmou.

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