REUTERS/Denis Balibouse
REUTERS/Denis Balibouse

OMS pede que gorduras trans sejam eliminadas dentro de cinco anos

Consumo de gorduras trans aumenta o risco de doenças cardíacas em 21 por cento e as mortes em 28 por cento

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 12h10

GENEBRA - O mundo é capaz de eliminar as gorduras trans produzidas industrialmente até 2023, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira,14, divulgando um plano que, segundo a entidade, poderá evitar 500 mil mortes por ano decorrentes de doenças cardiovasculares.

As gorduras trans são populares entre fabricantes de alimentos fritos, assados e salgadinhos porque têm um prazo de validade longo, mas são ruins para os consumidores, aumentando o risco de doenças cardíacas em 21% e as mortes em 28%, informou a OMS em comunicado.

“Por que nossas crianças deveriam tem um ingrediente tão inseguro em seus alimentos?”, questionou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

+++ Após novos casos de Ebola, OMS diz que se prepara para o ‘pior’

Implementar a estratégia da entidade para substituir as gorduras trans, o que inclui divulgar alternativas mais saudáveis e legislar contra ingredientes nocivos, os retiraria da cadeia alimentar e representaria uma grande vitória contra as doenças cardíacas, afirmou Ghebreyesus.

Vários países ricos já eliminaram virtualmente as gorduras trans estabelecendo limites às quantidades permitidas em alimentos industrializados. Alguns proibiram óleos parcialmente hidrogenados, que, segundo a OMS, é a principal fonte de gorduras trans produzidas industrialmente.

“A gordura trans é um produto químico tóxico desnecessário que mata, e não há motivo para pessoas de todo o mundo continuarem sendo expostas a ele”, disse Tom Frieden, ex-diretor do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos que hoje comanda a iniciativa Resolve.

+++ Baixa umidade do ar em SP reforça a importância de cuidados com a saúde no outono

No início deste mês, a OMS emitiu suas primeiras recomendações sobre gorduras trans desde 2002, dizendo que adultos e crianças deveriam consumir um máximo de 1% de suas calorias diárias na forma de gorduras trans./ Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.